Goiás

Sem receber dezembro em Goiás, PM e Corpo de Bombeiros podem parar, afirma associação

A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares de Goiás informa em seu portal na internet que seus homens e mulheres podem suspender suas atividades caso o governador Ronaldo Caiado (DEM) não pague os salários de dezembro até dia 10 de janeiro, conforme estabelece a Constituição do Estado.

Em nota publicada em seu site na tarde desta segunda-feira, a entidade afirma que “a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado de Goiás é frontalmente CONTRA a intenção do governador Ronaldo Caiado que propôs parcelar, em até oito vezes, o salário do mês de dezembro das duas corporações”. A associação “convoca os associados para estarem atentos e mobilizados para protestar e defender o que é mais sagrado para o trabalhador: o seu salário”.

Leia a íntegra da nota sobre a possibilidade de paralisação:
“O presidente da ACS, sargento Gilberto Cândido de Lima, lembra que uma das principais promessas de campanha do recém-empossado Governador era a manutenção do pagamento da folha em dia. “Ele mal assumiu e já quer descumprir uma de suas principais propostas de campanha”, alerta o presidente da ACS.

Gilberto Cândido que representa mais de seis mil associados, entre ativos e inativos, diz que vai aguardar até o dia dez deste mês pela quitação integral dos salários, caso contrário vai mobilizar a tropa para forçar o Governo a cumprir com sua obrigação. “Há mais de vinte anos nossos salários são pagos em dia, dentro do mês trabalhado. Nossos policiais e bombeiros não vão pagar o preço de situação financeira herdada por quem assumiu o cargo. Trabalhamos honestamente e precisamos receber”.

O presidente da ACS ainda critica o fato de outras categorias do serviço público estadual ter recebido ou terem garantia de que vão receber até dia dez e os policiais e bombeiros ficarem de fora. “Outros servidores vão receber o salário de uma vez, como os da Assembleia Legislativa e do Poder Judiciário, e os policiais e bombeiros vão ficar de fora. Não aceitamos isso. Se até o dia dez não nos pagar vamos convocar uma assembleia geral e vamos paralisar nossas atividades”, afirma.

O presidente da ACS afirma de forma enfática ao Governador: “Nós fizemos a nossa parte e queremos receber e de uma vez só e não dividido em oito parcelas”. Gilberto Cândido também criticou o posicionamento da nova secretária da fazenda que disse na reunião do último dia três com mais de trinta entidades sindicais que o Estado não tem como quitar a folha de dezembro. Cristiane Schmidt disse ainda que os servidores públicos devem agradecer por estarem empregados.

“Quero dizer para ela que somos servidores públicos concursados. Não devemos favor para ninguém. Ela veio do Rio de Janeiro para cá e não conhece Goiás. Lá eles acabaram com o Estado, mas aqui tem homens e mulheres sérios. Trabalhamos e queremos receber”.

Gilberto Cândido de Lima lamenta ainda a falta de diálogo por parte do novo Governo para negociar uma crise como essa e convocou os associados para estarem atentos e mobilizados para protestar e defender o que é mais sagrado para o trabalhador: o seu salário.

“A Associação dos Cabos e Soldados não vai aceitar que seus associados e os demais policiais e bombeiros fiquem sem receber. Se houver necessidade de fazer uma paralisação, vou convocar uma assembleia geral e vamos estar todos juntos. Tenho certeza que terei apoio de todas as Praças. A responsabilidade pelo atraso no pagamento não é nossa, mas vamos cobrar com todas as forças o cumprimento dessa obrigação”, finalizou.

Com Agência de Notícias/

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