Brasil

Protestos por prisão de Lula ganham as ruas de todo o País

Não  adiantaram os apelos da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, por ponderação  e respeito às decisões do Judiciário: qualquer que seja o resultado do julgamento do habeas corpus de Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para esta quarta-feira (4), um clima de revolução política tomará conta do país.

Milhares de pessoas foram às ruas das principais cidades brasileiras para protestar contra a concessão do habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  nesta terça-feira, véspera do julgamento do recurso de HC no STF.  Em número bem reduzido, militantes também realizaram atos em defesa da liberdade do ex-presidente.

As manifestações mais numerosas foram realizadas em São Paulo, no Rio, Belo Horizonte e  em Curitiba, sede da 13.ª Vara Federal, que condenou o petista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do apartamento triplex no Guarujá (SP).

Os atos foram convocados por diversos grupos, como o Movimento Brasil Livre (MBL), e o Vem Pra Rua. Embalados pelo hino nacional e pelo verde e amarelo da bandeira do Brasil, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra Lula e em defesa da Lava Jato e exibiram bonecos representando o ex-presidente como presidiário.

Os protestos tinham um objetivo: pressionar o STF a não rever seu próprio entendimento que permite a prisão de condenados em segunda instância, ainda que haja possibilidade de recursos nos tribunais superiores.

Integrantes do Movimento Brasil Livre disseram que irão pedir impeachment de ministros do STF se a Corte conceder habeas corpus ao ex-presidente. Em discurso no carro de som, a líder do Vem Pra Rua, Adelaide Oliveira, questionou: “Dona Rosa weber julgou 57 hcs e ela recusou todos. Será que ela vai ter a cara de pau de aceitar o do Lula?”. O ministro Gilmar Mendes foi alvo de ataques, “ele já conhecemos”, disse Adelaide, “muda conforme o réu”.

No Rio, a chuva não impediu que centenas de pessoas se reunissem na Avenida Atlântica. Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes entoaram músicas e gritos pedindo a prisão do petista, como “Lula na Papuda. O Brasil não é igual a Cuba” e “A nossa bandeira jamais será vermelha”. Uma bandeira verde-amarela gigante onde estava escrito “Lava Jato” foi estendida.

A manifestação foi convocada pelo movimento Vem Pra Rua e chegou a ocupar as duas pistas da orla entre as ruas Xavier da Silveira e Miguel Lemos. O trânsito foi interrompido até as 21h. A manifestação de Copacabana não foi a única do Rio. Um outro ato reuniu cerca de mil pessoas, segundo a PM, em Icaraí, em Niteroi.

Em Curitiba, o grupo de manifestantes se reuniu em frente ao prédio da Justiça Federal. A manifestação também foi marcada por repetidas execuções do Hino Nacional, palmas para o juiz Sérgio Moro, pausas para orações e discursos nacionalistas.

Em Belo Horizonte, manifestantes a favor e contra a prisão de Lula realizaram protestos em duas praças distantes cerca de 800 metros uma da outra, ambas na região centro-sul da cidade. Na Praça da Liberdade, a manifestação foi realizada por grupos a favor da prisão de Lula. Já os apoiadores de Lula se concentraram na Praça Afonso Arinos. Os organizadores da manifestação não divulgaram estimativa de participantes.

Em Porto Alegre, protestos também pediram a prisão do ex-presidente. Manifestantes entoaram cânticos contra os ministros do STF, como Gilmar Mendes por exemplo. Por outro lado, o juiz de Curitiba, Sérgio Moro foi louvado pelo público.

Em Goiânia, o ponto de encontro das manifestações foi em frente à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, no Setor Pedro Ludovico, assim como se deu em mobilizações anteriores. Os participantes ostentavam, em sua maioria, cartazes, bandeiras do Brasil e camisas da seleção brasileira de futebol. “Estamos aqui brigando por Justiça. O Lula já foi condenado em duas instâncias”, argumentou a aposentada Marilene Gomes.

Em Fortaleza, a manifestação que pedia a prisão de Lula foi realizada na Praça Portugal, no centro. Em Manaus, a Avenida Djalma Batista, uma das principais da capital amazonense, foi fechada por manifestantes contra a concessão do habeas corpus a Lula. O ato foi marcado por críticas ao líder petista e clamor aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Um dos manifestantes que tentou saudar o Regime Militar do alto do carro de som foi interrompido. Em Brasília, um temporal caiu na hora prevista para acontecer ato contra Lula. Nova manifestação está marcada para hoje.

Com Agência de Notícias

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