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Testes de estresse do BCE veem bancos resistentes a alta de juros

Os maiores bancos da zona do euro estão bem preparados para possíveis altas futuras das taxas de juros – informou o Banco Central Europeu (BCE) nesta segunda-feira (9), após avaliar dezenas de instituições em testes de resistência.
Em uma escala de 1 a 4 – onde os números mais baixos indicam melhor estado bancário – 60 dos 111 bancos marcaram 1 ou 2, afirmou o BCE.
Dos demais, 34 marcaram 3, e 17, apenas 4.
Pela primeira vez, o teste de estresse avaliou como uma mudança brusca na taxa de juros afetaria a receita e o valor dos ativos dos bancos.
Isso estava de acordo com nossas expectativas, afirmou Korbinian Ibel, um dos quatro diretores de supervisão microprudencial no BCE, que assumiu o papel de supervisor bancário para a zona do euro em 2014.
Em média, a renda líquida de juros dos bancos cairia 7,5% até 2019, se as taxas se mantivessem no atual patamar – historicamente baixo.
Mas, se os juros subissem 2 pontos percentuais, isso impulsionaria a renda líquida de juros dos bancos em 1,5% no mesmo período.
Contudo, taxas mais altas podem ter um impacto negativo de reduzir o valor dos ativos bancários, tornando-os menos atrativos.
Os resultados dos testes de estresse vão ajudar o BCE a decidir quão grande deve ser a reserva de capital separada para amortecer eventuais choques financeiros.
Os exercícios também oferecem insights valiosos sobre como os bancos modelam e lidam com riscos ligados às mudanças das taxas de juros, afirmou Ibel.



