Cidades
O que se sabe sobre o desabamento de falésia que matou família em Pipa
Hugo Pereira, Stela Souza e o filho de 7 meses morreram após parte de falésia cair sobre eles nesta terça-feira (13) em Pipa. Prefeitura de Tibau do Sul sabia dos riscos de desabamento.

Uma das vítimas, Hugo Pereira, de 32 anos, era gerente de recepção no hotel Sunbay. Ele é natural de Jundiaí, no interior de São Paulo, e morava havia alguns anos em Pipa. Hugo aproveitava um dia de folga na praia com a mulher, Stela Souza, de 33, o filho Sol Souza Pereira, de 7 meses, e o cachorro da família quando aconteceu o acidente.
Testemunhas relataram que eles estavam sentados próximos à falésia, quando houve o desabamento. Stela ainda chegou a tentar salvar o filho e o abraçou antes da queda.
“Ainda deu tempo de a mãe tentar segurar a criança, por isso que os adultos estavam mais machucados, porque a mãe estava abraçada com ele [o bebê]”, disse Igor Caetano, empresário de passeio náutico, que presenciou o acidente.
O que se sabe
- O casal Hugo Pereira e Stela Souza passavam um dia de folga com o filho de 7 meses e o cachorro na Praia de Pipa, quando uma parte da falésia desabou e os matou;
- A família morava em Pipa. Natural de Jundiaí (SP), Hugo havia fixado residência na cidade há alguns anos e trabalhava em um hotel;
- Testemunhas disseram que a família estava próxima à falésia e que um fiscal da prefeitura chegou a pedir para eles afastarem. Eles cumpriram a solicitação, mas o desabamento ainda os atingiu;
- Na hora do acidente, a mãe ainda conseguiu pegar o bebê na tentativa de salvá-lo. Ela morreu abraçada com o filho. Os corpos dos pais estavam mais machucados em função disso, relataram as testemunhas;
- As próprias testemunhas cavaram para tentar resgatar a família. O bebê ainda respirava e uma médica que passava pelo local tentou reanimá-lo, mas sem sucesso;
- A Prefeitura de Tibau do Sul sabia dos riscos de desabamento das falésias e, atendendo recomendação do Ministério Público Federal, estava mapeando as áreas de maior ameaça em um relatório;
- Segundo a prefeitura, os trechos de mais riscos na região estão alertados por placas, além de fiscais. Uma medida que o município considera preventiva;
O que falta saber
- O MPF informou que já abriu mais de 10 inquéritos sobre as falésias em Pipa. Por que a demora para a tomada de alguma decisão preventiva por parte da prefeitura?
- Porque a falésia cedeu. Existem riscos por causa da ação da maré e de construções no topo das falésias, mas ainda não há laudo sobre o caso.
- O mapeamento feito pela prefeitura já apontou a área como de grande risco?
- O trecho da praia vai ser interditado e por quanto tempo?
- Quais serão as medidas de proteção que o município vai fazer no local e em outros pontos de risco?
- O número de fiscais e placas espalhadas são suficientes?
- Com Informações do G1.
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