Goiás
“Não vou responsabilizar o governo federal pelo que acontecer em Goiás”, afirma Ronaldo Caiado sobre RRF

Em entrevista à Sagres, nesta terça-feira (21), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou que marcou uma audiência com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), para “esclarecer” pontos a respeito da assinatura da adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Segundo o governador, há uma informação, repassada ao presidente, de que o governo federal seria responsabilizado por medidas impopulares após a assinatura do RRF. “Essa fala é mentirosa e de má-fé. Não vou transferir responsabilidade”, declarou Caiado.
Após os processos para aderir ao RRF, o último passo é a assinatura do presidente Jair Bolsonaro. Porém, em live realizada na última quinta-feira (16), Bolsonaro preferiu colocar em dúvida se assinaria ou não a adesão do Estado, mesmo com aval da equipe econômica. O presidente chegou a declarar que esperaria um pouco mais, pois quer “tomar conhecimento do assunto”.
O governador disse que pediu para que a bancada federal goiana também realize uma audiência com o presidente para dialogar sobre o RRF. “E eu tenho certeza que com esse esclarecimento e essas audiências, não tem porque não ser assinado”, disse o governador, que voltou a afirmar que “a responsabilidade é de Goiás e, como tal, assume o dever”.
Caiado alertou, porém, que caso não seja assinado, “as consequências serão gravíssimas” para o Estado, que deve entrar “em um processo de total colapso”. “Se não for assinado, joga fora três anos de trabalho e a partir do dia 1º de janeiro, não temos nenhuma condição de, sequer, quitar folha de pagamento e nem de governabilidade […] Então não é simplesmente assinar ou deixar de assinar. A não assinatura leva o Estado de Goiás para uma situação de completa inviabilização do ponto de vista fiscal, econômico e financeiro”, reforçou o governador.
Pré-candidato à reeleição
“Se eu recebo uma crise fiscal, dois anos de pandemia, eu só tenho quase que um ano para governar, e esse ano é o da disputa eleitoral. Então eu pergunto: será que não tenho direito a ter pelo menos um momento de governo sem o que herdei antes, mas para poder continuar os quatro anos que eu fiz? É um pedido que eu faço”, argumentou o governador.
Com Agência de Notícias/Sagres/Acréscimo Goiás em Tempo/




