Blog Marcus Vinicius Isaac
Mais cobrança, menos discurso: População cobra ações concretas de Márcio Corrêa em Anápolis

A gestão do prefeito Márcio Corrêa ainda deixa muitos moradores de Anápolis com a sensação de que falta avanço mais concreto na cidade. Apesar de anúncios e promessas, boa parte da população ainda espera melhorias mais visíveis no dia a dia, principalmente em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e mobilidade.
Nos primeiros meses de governo, houve ações pontuais, como operações de tapa-buracos e reorganização de serviços, mas muitos desses problemas continuam sendo recorrentes, o que gera a percepção de que as soluções não são duradouras.
Corrêa cita frequentemente herança administrativa para justificar a lentidão em algumas ações.
A popupação recebe com desconfiança os índices de aprovação em pesquisas, e cobra resultados mais consistentes e mudanças mais profundas, especialmente porque a expectativa por melhorias rápidas era alta no início do mandato.
Não existe uma obra concreta de mobilidade urbana após os acertos nos trevos de acesso ao Bairro Recanto do Sol e Bairro de lourdes. A cidade precisa de um viaduto urgente no cruzamento da avenida Brasil com Engenheiro Portela na saída para Goiânia, um projeto que já estaria pronto segundo a gestão anterior, assim como é inadmissível a população da região sul da cidade não ter uma resposta positiva para a continuação da ponte estaiada que pode ligar duas importantes avenidas da cidade e virou símbolo de obra parada e de questionamentos em Anápolis. O projeto foi anunciado como uma solução moderna para melhorar o trânsito e valorizar a mobilidade urbana, mas enfrenta uma resistencia para seu término.
Enquanto a cidade não prospera nesses e em outros aspectos, a gestão municipal faz questão de atrapahar a vida dos empresários que possuem comércio noturno . Com um Direção da Secretaria de Postura arrogante, onde o principal trabalho é multar e fechar comércios , Anápolis passa por seu pior momento para quem vive da diversão noturna e para os profissionais da música. A sensação é de perseguição para estes artistas, que assistem ao vivo as atrocidades impostas pelos fiscais da prefeitura com exigências absurdas e sem dar trégua para os hérois comerciantes que ainda insistem em permanecer na cidade, sendo que grande parte tem se mudado para Goiânia, Aparecida , e Pirenópolis , onde são bem acolhidos por suas administrações.
O argumento do poder público municipal é de que tem que haver ordem na cidade , mas ao mesmo tempo ele próprio constrói barreiras para essa prosperidade, punindo com estes atos a população .
A atual administração municipal tem sido alvo de críticas crescentes pela falta de investimentos e projetos estruturantes nas áreas de cultura e esporte. Setores historicamente importantes para o desenvolvimento social e econômico da cidade enfrentam um cenário de estagnação, com poucos avanços concretos e ausência de políticas públicas consistentes.
Artistas, produtores culturais e atletas locais relatam dificuldades para acessar incentivos, e apoio institucional. Segundo representantes da classe cultural, eventos tradicionais deixaram de receber atenção adequada, enquanto novos projetos praticamente não saem do papel. A percepção é de abandono, em um momento em que a cultura poderia funcionar como ferramenta de inclusão social e geração de renda.
No esporte, programas de incentivo para jovens atletas, preocupa moradores e lideranças comunitárias. Projetos sociais ligados ao esporte, que historicamente contribuíram para afastar jovens da vulnerabilidade, também relatam dificuldades para continuar suas atividades. A tradicional ‘Corrida de Rua’ tem sido o único ponto positivo na áera esportiva da cidade.
Cidades do porte de Anápolis costumam tratar cultura e esporte como pilares estratégicos de desenvolvimento urbano. Além de promover bem-estar, essas áreas movimentam a economia local e fortalecem a identidade cultural da população, mas até o momento a ausência de metas claras, investimentos contínuos e diálogo com os setores envolvidos reforça a percepção de que cultura e esporte não têm sido prioridade na atual administração.
Diante desse quadro, cresce a cobrança por ações efetivas que valorizem artistas, incentivem atletas e devolvam à população o acesso a políticas públicas fundamentais para a qualidade de vida e o desenvolvimento da cidade.
Cidade historicamente essencial para a economia do estado de Goiás, Anápolis não atrai uma nova grande indústria há anos para o maior polo industrial do estado de Goiás (DAIA), ao contrário , tem perdido várias empresas para outras cidades inclusive de porte bem menor, e nesta gestão também passados mais de um ano , não existe um anúncio sequer para instalação nesse segmento.
A sensação é de que ainda falta impacto positivo real na vida da população — e isso é o que mais pesa na avaliação de qualquer gestão pública- pois o melhor que se poderia fazer nesse momento é não atrapalhar a vida do anapolino.
Marcus Vinicius Isaac- Jornalista




