Comportamento

Anápolis tem média de quase sete casamentos por dia em 2023

Véu e grinalda chamam atenção em qualquer lugar e, claro, representam um dos dias de maior felicidade para casais apaixonados. Em Anápolis, o uso tem sido bastante comum em 2023. Segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, a cidade tem média de quase sete casamentos por dia neste ano.

Até agora, já são 1801 uniões conjugais consumadas pela Justiça, ou seja, 6,6 a cada um dos dias deste ano. Embora pareça muito, o dado é inferior ao dos últimos dois anos.

Em 2022, por exemplo, foram 2014 casamentos de janeiro a setembro, com média de 7,35 por dia. Em 2021, os cartórios registraram 1925 uniões, também com média superior a sete diários.

Na comparação com 2020, ano em que chegou a pandemia de Covid-19 e houve várias restrições aos eventos, incluindo casamentos, há alta. Há três anos, nos primeiros nove meses, Anápolis viu 1546 novos casais se formarem. Aquele ano fechou com 2416 casamentos, número que saltou para 2727 em 2021 e ficou estável em 2022, com 2705.

Neste ano, as uniões têm acelerado nos últimos meses. Depois de um início tímido, com menos de 200 casamentos por mês até março, os cartórios passaram a registrar pelo menos duas centenas de matrimônios por mês, com pico em julho, quando 255 casais oficializaram a união.

A nível de estado, Anápolis aparece em terceiro nesse quesito. A líder é Goiânia, capital e cidade mais populosa de Goiás, com 7837 casamentos já celebrados, numa média de 28 por dia. Aparecida de Goiânia já teve 2095 uniões. Somente os três maiores municípios goianos alcançaram pelo menos 1 mil matrimônios em 2023.

Na outra ponta, Mozarlândia, no Norte, e Palmelo, no Sudeste, tiveram apenas um casamento celebrado em todo o ano. O estado teve 21506 celebrações de janeiro a setembro. No Brasil, são 601.945 casais que trocaram alianças no período, ou seja, 2.203 por dia.

Trocando alianças

Um dos casais que figura nesta estatística se casou recentemente. Depois de oito anos de relacionamento, Thamires e Thiago, que se conheceram ainda adolescentes, decidiram oficializar a união numa cerimônia ao ar livre, no início deste mês.

O casal até pensou em se casar em agosto, mas a superstição falou mais alto, e a celebração acabou ficando mesmo para setembro.

“É a época das flores, da primavera, tem pouca possibilidade e também pelo fato de uma superstição de agosto não ser bom para casamentos. Queríamos um casamento ao ar livre e a possibilidade de chuva é mais baixa”, disse.

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