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Greve da Receita Federal entra no terceiro mês e causa prejuízos bilionários

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal entrou no terceiro mês, impactando a liberação de mercadorias em portos e aeroportos do país e causando prejuízos bilionários ao comércio internacional. Desde 26 de novembro, o movimento segue a estratégia de operação-padrão, aumentando drasticamente o tempo de despacho de produtos importados e exportados.
Empresas do setor estimam que mais de 75 mil remessas estejam paradas, afetando desde eletrônicos até insumos industriais. Em alguns casos, o prazo para liberação de mercadorias superou 30 dias. Produtos essenciais, como medicamentos e cargas vivas, ainda têm prioridade, mas mesmo esses itens passaram a levar até sete dias para serem despachados, ante um prazo anterior de apenas um dia.
Os julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) também foram afetados. Com os auditores retirando pautas de votação das sessões virtuais, processos fiscais que somam R$ 51 bilhões estão parados, prejudicando a arrecadação do governo e a resolução de litígios tributários de empresas.
Por outro lado, o Ministério da Gestão argumenta que o acordo foi fechado em fevereiro do ano passado e que não há previsão de novas negociações. A pasta reforça que a remuneração total dos auditores, incluindo bônus, pode chegar a R$ 42.700 no topo da carreira.




