AnápolisIndústriaManchete

Energia elétrica deixa de ser impasse na expansão do DAIA

A capacidade de energia elétrica na expansão do Distrito Agroindustrial de Anápolis, que já foi um impasse para a implementação da nova área, agora deve ser disponibilizada à medida que as empresas se instalarem no local. A previsão da Secretaria de Estado da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) é que no início de 2024 já tenham indústrias ocupando o espaço.

O processo está em andamento há um ano e, segundo informações da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), cerca de 25 organizações interessadas já aguardam a concessão para se estabelecerem na área de expansão.

Ao DM Anápolis a autarquia havia justificado, em abril desse ano, que a demora para o projeto sair do papel se dava pela falta de energização. Em entrevista à rádio Manchester, nesta quarta-feira (20), o Secretário de Infraestrutura, Pedro Sales, explicou que a capacidade de energia, agora, só deve ser disponibilizada de acordo com a demanda.

“Dessa estrutura relacionada a energização, ela só é disponibilizada a medida da implantação das empresas, então a Equatorial não tem porque deixar lá agora 100% da infraestrutura disponibilizada, ela vai incrementando essa infraestrutura à medida que for sendo demandado a energização com a implantação das empresas”, detalhou.

A previsão inicial era para que a concessão da área fosse entregue em maio do ano passado, mas foi adiada por duas vezes. O novo calendário prevê a conclusão da parte burocrática ainda neste semestre, para que as indústrias possam começar a se instalar no começo de 2024.

“Acredito que a parte burocrática a gente consegue vencer esse ano. Vamos ter aí um período de chuva, a gente não é aconselhado a iniciar obra, fazer terraplanagem, mas logo em seguida a gente vai ter ali as primeiras liberações para instalação de empresas, é o nosso objetivo, nosso calendário”, disse o secretário.

O perfil das empresas a ocupar a expansão são aquelas que já são estabelecidas em Anápolis, entretanto, Sales detalha que há demanda de interesse do Brasil inteiro e que essas também serão bem-vindas. “Tem uma demanda de praticamente o Brasil inteiro, para não dizer até de empresas que tem atuação em outros países”.

“Vamos priorizar empresas que já fazem parte da cidade. É muito mais fácil você ter empresas que já está em Anápolis gerando emprego e desenvolvimento na cidade e que queira expandir seus negócios do que virem novas, não que não possam vir novas, sejam bem-vindas, mas sem dúvidas o empresário que já está na cidade, acreditou na cidade gerou desenvolvimento e tem uma proposta competitiva, ele terá uma certa precedência em relação aos demais”, detalhou.

Um dos motivos para dar prioridade às indústrias já instaladas é a capacidade que elas têm de fazer um investimento à curto prazo, por já estar situada na região e, assim, acelerar o processo de desenvolvimento. Dentre as empresas, já estão na lista Brainfarma, Rancheiro, Vitamedic, Geolab e Ypê.

A expansão, batizada como “DaiaPlam”, se dará em um terreno de 1,7 milhão de m² da Plataforma Logística Multimodal, repassado pelo Governo de Goiás à Codego em março de 2022. A área foi integrada ao complexo Daia e já conta com infraestrutura como pavimentação, drenagem, sistema de abastecimento de água e sistema de esgotamento sanitário.

Related Articles