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Justiça acata denúncia contra 14 envolvidos em manipulação de jogos de futebol

É a terceira denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás, aceita pelo Judiciário, no âmbito da operação ‘Penalidade Máxima’

A 2ª Vara Estadual de Repressão ao Crime Organizado e à Lavagem de Capitais do Estado de Goiás recebeu uma nova denúncia (a terceira) oferecida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) na Operação Penalidade Máxima, desta vez contra 14 pessoas envolvidas no esquema de manipulação de resultados de partidas de futebol.

Neste contexto, foram denunciados sete atletas: o atacante Alef Mangueira Severino Pereira, o Alef Manga, do Coritiba; Adailson Freire Pereira da Silva, o meia Dadá Belmonte, do América; Igor Aquino da Silva, o Igor Cariús, do Sport; Jesus Emiliano Trindade Flores, ex-Coritiba; Pedro Henrique Azevedo Pereira, o Pedrinho, ex-Athletico; Sidcley Ferreira Pereira, ex-Cuiabá, e Thonny Anderson da Silva Carvalho, ex-Coritiba. Os quatro últimos estão sem clube no momento.

A denúncia do MPGO também atinge outras sete pessoas, além dos jogadores de futebol: Bruno Lopez; Ícaro Fernando Calixto dos Santos; Luis Felipe Rodrigues de Castro; Romário Hugo dos Santos, o Romarinho; Victor Yamasaki; Thiago Chambó Andrade e Cleber Vinicius Rocha Antunes, empresário conhecido como Clebinho Fera.

O fato da justiça ter recebido a denúncia faz com que essas pessoas passem a responder a processo pelos crimes previstos nos artigos 198 e 199 da Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que envolvem a oferta e o recebimento de vantagem patrimonial pela prática de ato de manipulação de resultado de competição esportiva.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que assina a peça, ressalta que a denúncia se baseia em elementos de prova que indicam suspeitas de manipulação de resultados em 13 partidas da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022, todas descritas na denúncia. Como há fatos ainda não totalmente esclarecidos, permanecem sob apuração.

A peça acusatória aponta que, a partir do mês de setembro do ano passado, o suposto grupo criminoso prometeu e efetivamente concedeu vantagem indevida a diversos jogadores para convencê-los a manipular os resultados nas partidas, principalmente com o objetivo de assegurar que os atletas fossem punidos com cartões amarelos (em um dos casos, houve a combinação para o recebimento de um cartão vermelho).

De acordo com o Gaeco, por meio de conteúdo localizado em aparelhos celulares apreendidos, apurou-se que na 25ª rodada do Brasileirão 2022, realizada entre 3 e 5 de setembro, parte dos denunciados elaborou uma lista de jogadores cooptados para o esquema de corrupção.

Na maioria desses eventos, os denunciados Bruno Lopez, Vítor Yamasaki, Luis Felipe Rodrigues e Thiago Chambó se uniram para cooptar atletas de diferentes clubes para que eles recebessem cartões amarelos nas partidas, o que, de fato, aconteceu. Somente na partida Fluminense e Goiás, foi negociado um cartão vermelho. De acordo com a denúncia, em apenas uma das rodadas, as negociações representaram um lucro de cerca de R$ 720 mil aos manipuladores.

 

*Com informações do MPGO

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