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Victoria Beckham austera e DvF otimista na Semana de Moda de NY
Victoria Beckham mostrou uma coleção londrina e austera neste domingo em Nova York, Diane von Furstenberg apresentou o novo estilista responsável pela marca, e a cada vez mais apreciada Mansur Gavriel trouxe leveza e cores em suas primeiras peças da primavera/verão.
Beckham, empreendedora e mãe de quatro filhos, rompeu na Semana de Moda com seus tradicionais desfiles e optou por uma discreta celebração do que alcançamos desde as primeiras apresentações em Nova York, há uma década.
A coleção apresentou uma estrutura por camadas, dirigida à mulher trabalhadora, com roupas estilo trajes de safári, colarinhos abotoados, grandes cintos e enormes bolsas, sendo levadas no ombro e carregadas meio abertas.
Também mostrou cachecóis e algumas peças com estampas de leopardo para quebrar o padrão de cores verde-oliva, areia, marrom, cinza e preto.
Na próxima temporada, Beckham deixará Nova York para celebrar em Londres o 10º aniversário da marca que a transformou em uma designer admirada por editores e com seguidores leais.
– Jenden, o novo escolhido da DvF –
Diane von Furstenberg, um dos grandes nomes da moda e da filantropia nova-iorquina, saudou no domingo o estilista Nathan Jenden, escolhido para relançar esta marca liderada nos últimos anos por alguns designers que não duraram.
O britânico Jenden, que já havia trabalhado na DvF de 2001 a 2011, antes de se concentrar em sua própria marca, conhece o vocabulário, sobretudo a marca, afirmou Von Furstenberg, de 71 anos, ao apresentar sua nova coleção outono/inverno em sua grande loja do Meatpacking District.
Através de gerações, a mulher DvF sempre decidiu sua vida, decidiu com quem se deita, o que faz, destacou sorrindo, celebrando o movimento #MeToo.
Foi assim que fui criada, assim que criei minha filha e assim que minha neta é, acrescentou, apresentando sua neta Talita, de 18 anos, musa desta nova coleção.
O designer Jonathan Saunders, que só ficou 18 meses à frente da marca, não amava a DvF, afirmou Jenden. Se você vir minha coleção, verá que integra tudo o que ele não amava. Não podemos ir para a Chanel se não amarmos as carteiras acolchoadas, disse. Deve trabalhar para outra marca.
Jenden disse que quis mostrar em sua coleção a coragem das mulheres: houve suéteres com estampas geométricas, casacos de pele e de couro, um vestido amarelo assimétrico e óculos.
– A primeira primavera –
A marca nova-iorquina Mansur Gavriel, que cresceu vertiginosamente desde que foi fundada em 2012 pela americana Rachel Mansur e pela alemã Floriana Gavriel, retornou pela segunda vez à NYFW com a primeira coleção primavera/verão de sua história.
A nova coleção foi elegante e colorida, com muitos tecidos leves e nobres como seda, crepe e linho.
Houve trajes com calças relaxadas e camisas estruturadas, saias e blusas transparentes, e vestidos longos de manga curta em tons pastéis, embora o branco, marfim, amarelo-ovo e vermelho tenham aparecido.
Pensamos muito no conforto das roupas e na sensação ao vesti-las na hora de criar, disse Floriana Gavriel à AFP nos bastidores após o desfile.
– Nanushka em NYC –
A designer húngara Sandra Sandor escolheu Nova York para a primeira apresentação de sua marca Nanushka, que existe desde 2005, mas recentemente ganhou fama, sendo adotada por fashionistas e pela plataforma de venda de prêt-à-porter de luxo Net-a-Porter.
Estávamos em dúvida entre Paris e Nova York, disse Sandor à AFP. Mas crescemos cada vez mais em Nova York e muitos dos influencers com os quais trabalhamos no Instagram são de Nova York, ou americanos, explicou a designer, cuja coleção mostrou o encontro do leste europeu e do oeste americano.
Havia jeans, usados em cor mostarda com grandes cintos, grandes casacos de ombros caídos e calças de couro veganas, tudo com muita simplicidade e sofisticação.
