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Santos congela diálogos de paz com ELN após atentados na Colômbia

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, congelou nesta segunda-feira os diálogos de paz com o ELN em Quito, após os atentados dessa guerrilha deixarem sete policiais mortos e dezenas de feridos no fim de semana.

Tomei a decisão de suspender o estabelecimento do quinto ciclo de discussões que estava previsto para os próximos dias enquanto não houver coerência por parte do ELN entre suas palavras e suas ações, afirmou Santos em uma declaração pública em La Palma (centro).

Ao mesmo tempo, ele ordenou que a força pública atuasse com a máxima determinação contra o grupo rebelde.

O presidente, que deixará o poder em agosto, tenta desde fevereiro chegar a um pacto de paz com o ELN semelhante ao alcançado com as FARC, ex-guerrilha que se transformou em partido político.

No entanto, o diálogo que ocorre na capital equatoriana com o ELN foi suspenso em 10 de janeiro, após uma ofensiva lançada pelos rebeldes ao final de uma trégua bilateral. O início da quinta rodada de negociações estava agendado para esse dia.

As forças oficiais responderam com ações que deixaram dezenas de mortos e capturados.

Durante o fim de semana, um comando urbano atacou uma delegacia de polícia na cidade de Barranquilla com explosivos, matando cinco agentes e ferindo outros 41, reconheceu a organização armada.

O governo também culpou a guerrilha por outros dois ataques contra postos policiais que elevaram a sete o número de mortos e a 47 o de feridos.

O quinto ciclo de negociações vai acontecer quando o ELN tornar seu comportamento compatível com a demanda por paz do povo colombiano e da comunidade internacional, disse Santos, assegurando que, enquanto isso, continuará a combater o terrorismo com toda a força, como se não houvesse negociações de paz e ele negociará como se não houvesse terrorismo.

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