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Presidente do Irã alerta que não negociará sobre armas

O Irã advertiu nesta terça-feira (6) que não negociará com ninguém sua capacidade militar, em particular seus mísseis balísticos, enquanto os Estados Unidos tentam proibir os programas de Teerã neste setor.

Sobre o que diz respeito aos nossos meios defensivos, aviões, mísseis ou submarinos, nosso compromisso com o mundo (…) é que não buscamos armas de destruição em massa. Não negociaremos com ninguém sobre nossas armas, declarou o presidente iraniano Hassan Rohani em uma coletiva de imprensa em Teerã.

Rohani, que se expressou por ocasião das comemorações da vitória da Revolução Islâmica de 1979, recordou a posição de seu país, segundo a qual o Irã só produz armas para sua própria defesa.

Os mísseis iranianos nunca foram ofensivos e não o serão. São defensivos e não se destinam a armas de destruição em massa porque, de qualquer forma, não temos tais armas, que são imorais e contrárias à religião (Islã), acrescentou.

A questão dos mísseis balísticos está no centro das tensões entre Teerã e os ocidentais.

A resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU de julho de 2015, adotada logo após o acordo nuclear entre Teerã e o Grupo dos Seis (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia), diz que o Irã não pode realizar nenhuma atividade ligada a mísseis balísticos concebidos para transportar armas nucleares e menciona um período de até oito anos.

Os Estados Unidos consideram que os testes de mísseis realizados regularmente por Teerã violam esta resolução e o acordo nuclear, ao que Teera nega, justificando que tais testes não são um problema uma vez que o Irã se comprometeu a não se dotar de armas atômicas.

Apresentado por seu partidários como a melhor maneira de impedir a República Islâmica de obter a bomba atômica, o acordo nuclear iraniano é questionado por Washington desde a chegada ao poder de Donald Trump.

Neste contexto, Rohani ressaltou nesta terça que o acordo não poderia ser renegociado, apesar das ameaças americanas de reimpor sanções econômicas se não forem tomadas medidas para evitar que Teerã desenvolva mísseis balísticos.

A chave para os problemas entre Teerã e Washington está nas mãos de Washington. (Os Estados Unidos) devem parar suas ameaças, sanções e pressões e o clima entre os dois países mudará automaticamente, apontou Rohani.

Estou satisfeito que Trump, após um ano na Casa Branca, ainda não conseguiu rasgar o acordo nuclear como havia ameaçado durante a campanha, acrescentou.

O presidente americano lançou no mês passado um ultimato aos europeus, afirmando que retiraria seu país do acordo em maio, caso o texto não seja modificado.

Estados Unidos e Irã romperam relações diplomáticas em 1980 após a tomada de reféns na embaixada americana em Teerã por revolucionários iranianos.

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