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O codinome nas planilhas: o “Padre da Odebrecht”: Daniel Vilela e os bastidores de 2014
Ex-executivos Fernando Reis e Alexandre Barradas revelaram detalhes sobre a operação clandestina.

Os depoimentos prestados sob juramento por Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Alexandre José Lopes Barradas foram cruciais para a compreensão das rotas do dinheiro da Odebrecht no Centro-Oeste. Eles não apenas confessaram os crimes, mas detalharam com precisão cirúrgica a logística por trás dos pagamentos que abasteceram pesadamente as campanhas políticas locais.
Para a eleição de 2014 à Câmara Federal, o valor de R$ 1 milhão foi liberado após uma solicitação direta e tratativas com as lideranças partidárias. No entanto, o que gerou maior repercussão midiática e atenção dos procuradores da República nas planilhas entregues ao MPF foi o uso de pseudônimos criativos para batizar os políticos recebedores de repasses.
O uso do apelido nas planilhas era uma tática de praxe do Setor de Operações Estruturadas para proteger as identidades, dificultando investigações tradicionais. Ao cruzar as datas dos pagamentos, os locais de entrega em Goiânia e as reuniões agendadas pelos diretores da Odebrecht, a Polícia Federal e o Ministério Público conseguiram desvendar quem estava por trás de cada codinome listado na intranet secreta, escancarando a relação promíscua entre o poder público e as grandes empreiteiras no ano de 2014.




