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Morre aos 94 anos, Sidney Poitier, 1º negro a ganhar Oscar

O ator Sidney Poitier, primeiro negro a ganhar o Oscar de melhor ator por sua atuação em Uma Vez nas Sombras (1963), morreu nesta sexta-feira, 7, aos 94 anos. A notícia foi divulgada pela imprensa britânica, citando o ministro das Relações Exteriores das Bahamas, Fred Mitchell. Não foi divulgada a causa da morte

Cena do filme 'Paris Vive à Noite', com Paul Newman e Sidney Poitier.
Cena do filme ‘Paris Vive à Noite’, com Paul Newman e Sidney Poitier.

Foto: Divulgação / Estadão

Poitier também ficou conhecido por papéis em longas como Adivinhe Quem Vem Para Jantar e No Calor da Noite, nos quais teve atuação marcante, especialmente por dar voz aos direitos civis na década de 1960.

Nasceu com 1,4 kg, e longe de um hospital, graças ao preconceito contra os negros. Sua mãe foi buscar alternativas para salvar a criança, enquanto seu pai saiu para encontrar uma caixa de sapatos para enterrar o filho. Sem esperanças médicas, a mãe visitou uma vidente para saber o que aconteceria ao bebê. Ela previu: “Ele crescerá e viajará por quase todos os cantos do mundo. Caminhará ao lado de reis. Será rico e famoso”.

A vidente acertou, mas o sucesso demorou para chegar, com Poitier crescendo em meio a pobreza. Aos 16 anos, se mudou para a cidade de Nova York, onde encontrou trabalho como lavador de pratos.

Em novembro de 1943, Poitier mentiu sobre sua idade e se alistou no Exército para lutar na Segunda Guerra Mundial. Após de deixar o Exército um ano depois, conseguiu uma vaga no American Negro Theatre – lá ele conheceria aquele que se tornaria seu amigo de longa data, o futuro ator Harry Belafonte.

Um de seus primeiros desafios foi se desvencilhar de seu sotaque, marcado pela presença nas Bahamas. Depois de se aprimorar durante seis meses, conseguiu os primeiros papéis na Broadway. Logo chegou ao cinema, estreando com O Ódio é Cego (1950), sob a direção de Joseph L. Mankiewicz, mas chamou atenção pela primeira vez em Sementes de Violência (1955), dirigido por Richard Brooks, em que viveu um dos jovens rebeldes.

Três anos depois, Poitier ofereceu outra grande atuação em Acorrentados (1958), em que dividiu o protagonismo com Tony Curtis como prisioneiros fugitivos acorrentados, em longa dirigido por Stanley Kramer. Foi uma oportunidade para Poitier mostrar seu talento no papel de um homem bruto.

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