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Maior incidência de casos de dengue em Anápolis é entre os jovens, destaca gerente

Dados da Semusa apontam que o “adulto jovem” é o mais acometido pela doença, porém, o índice de morte é maior entre idosos

As notificações de dengue têm crescido em Anápolis, especialmente por conta do período chuvoso e, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a maior incidência está sendo em pessoas mais jovens. Com cerca de 340 casos por 100 mil habitantes, o município está entre os 41 do estado com risco alto.

Ao DM, Mirlene Garcia, gerente de Vigilância Epidemiológica da pasta, explicou que os “adultos jovens”, que são pessoas de idade entre 20 e 49 anos, estão sendo mais atingidos de forma grave. Em segundo lugar, também entra na lista a população maior que 10 anos.

“Nós temos uma maior incidência de casos na população jovem, principalmente na faixa etária de 10 a 49 anos, com uma maior incidência de uma faixa etária acima dos 20 anos, entre 20 e 49, em relação ao número de casos. A gente fala que é o adulto jovem, né? Sim, nós temos uma maior incidência da doença nesses casos, mas quando se fala de gravidade e sinal de alarme”, disse.

Dentro deste grupo, a predominância maior de casos graves é em pessoas com faixa etária acima de 30 anos, porém, a incidência de óbitos tem sido acima dos 60 anos de idade, mesmo com volume de incidência menor.

“O número de infectados geral acima de 10 anos de idade até 49 é a nossa maior prevalência, a nossa maior incidência de casos, casos graves principalmente acima de 30 anos de idade e óbitos”, explicou.

O município tem atualmente, segundo o gerente de vigilância, quatro óbitos suspeitos em decorrência de dengue. Ainda em investigação, três das mortes são de pessoas com mais de 60 e apenas uma é de outra faixa etária.

Na última semana, o prefeito Roberto Naves (Republicanos) fez um alerta à população quanto aos cuidados para evitar que a doença tome mais força no município. “A dengue está chegando e quem promove a dengue somos nós, a responsabilidade sobre a dengue é da população, é da Prefeitura. Então, se nós não tomarmos todos os cuidados necessários, nós teremos uma grande quantidade de pacientes e aí falta leito”, disse.

O motivo é o elevado número de casos no município, que está acima de outras grandes cidades goianas, como a capital, que tem média de 81 notificações confirmadas por 100 mil habitantes e Aparecida de Goiânia, com 97. Os dados são da plataforma de indicadores da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO).

Naves afirmou ainda que o combate ao mosquito Aedes aegypti deve ser feito diariamente e que a Prefeitura tem atuado nessa direção. “Nós precisamos fazer o dever de casa, precisamos combater os focos de dengue, para que a gente não viva na cidade de Anápolis um surto como está acontecendo no Entorno de Brasília”, ressaltou.

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