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Lula evita maior feira do agro em meio à crise da carne e deixa palco livre para Flávio

Em meio à crise provocada pelas novas restrições da União Europeia à carne brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não participar da Bahia Farm Show, maior feira do agronegócio das regiões Norte e Nordeste, mesmo após articulações de aliados para garantir sua presença no evento.

A ausência chamou atenção porque ocorre justamente em um momento de forte desgaste do governo junto ao setor agropecuário. Enquanto o Planalto optou por enviar o vice-presidente Geraldo Alckmin como representante oficial, o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro confirmou participação na feira e deve aproveitar o espaço para dialogar diretamente com produtores rurais.

 

Nos bastidores, a avaliação é que a decisão também leva em consideração o histórico de tensão entre Lula e parte do agronegócio. Em sua passagem pela Bahia Farm Show em 2023, o presidente foi recebido com vaias e gritos de “ladrão”, episódio que gerou forte repercussão política.

 

Agora, diante da crise causada pela retirada do Brasil da lista europeia de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal, Lula preferiu não se expor em um dos principais palcos do setor.

A ausência ocorre justamente quando produtores cobram respostas do governo após a decisão da União Europeia, que manteve Argentina, Paraguai e Uruguai aptos a exportar para o bloco, mas excluiu o Brasil das autorizações sanitárias.

 

Enquanto Lula fica distante do evento, Flávio Bolsonaro chega à Bahia Farm Show em um momento considerado estratégico para sua pré-campanha presidencial.

 

O senador já criticou publicamente a decisão europeia e atribuiu ao governo federal a responsabilidade pelo desgaste internacional do agronegócio brasileiro. Nas redes sociais, afirmou que a restrição representa mais um problema que o atual governo terá de enfrentar.

 

A presença do parlamentar em uma das maiores vitrines do agro nacional reforça a disputa pelo eleitorado rural, tradicionalmente mais alinhado ao campo conservador e que tem demonstrado crescente insatisfação com a condução da política externa e comercial do governo.

 

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