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La Librería, de Isabel Coixet, é o grande vencedor dos Prêmios Goya

Madri, 3 fev (EFE).- O filme La Librería, de Isabel Coixet, foi o grande vencedor da 32ª edição dos Prêmios Goya, o Oscar do cinema espanhol, que teve um toque chileno com a vitória de Una Mujer Fantástica como melhor obra ibero-americana e com a reivindicação feminina como tom dominante.

Coixet foi a surpresa ao ganhar os prêmios de melhor filme, direção e roteiro adaptado numa noite que até o último momento teve o filme basco Handia como grande destaque.

A fábula histórica rodada em língua basca conseguiu dez dos 13 prêmios aos quais concorria, mas perdeu os principais, que foram para a adaptação de um romance de Penelope Fitzgerald, com a qual Coixet aspirava a 12 Goya e só levou três, mas os mais importantes.

Isso o fez ser o vencedor em uma festa que teve um tom dominante de reivindicação feminina, com o auditório portando leques vermelhos em apoio ao movimento #MasMujeres impulsionado pela Associação de Mulheres Cineastas e de Veículos de Meios Audiovisuais.

Coixet também foi reivindicativa ao receber seu prêmio. Ela lamentou o fato de o Fundo Monetário Internacional ter dito no ano passado que faltam 170 anos (para as mulheres) para conseguir a igualdade salarial.

Assim como Adelfa Calvo, ganhadora da estatueta de melhor atriz coadjuvante por El Autor, que ressaltou que o cinema é uma arte livre onde homens e mulheres têm muitas coisas para contar.

Adelfa dedicou seu prêmio, entre outros, a seu companheiro de elenco e protagonista do filme, Javier Gutiérrez, que levou o Goya de melhor ator por seu papel de candidato frustrado a romancista.

Una Mujer Fantástica, de Sebastián Lelio, levou o prêmio para o Chile, como melhor filme ibero-americano.

A história de uma transexual (Daniela Vega) que sofre uma forte discriminação joga uma certa luz sobre um tema que, até agora, estava oculto e o faz a partir de um ponto de generosidade, mais conectado com as perguntas que com as respostas, explicou o diretor à Agência Efe após ganhar o prêmio.

Um prêmio que a equipe garantiu que ia comemorar dançando toda a noite e que representa o quarto Goya para o Chile. Poderia levar, além disso, o primeiro Oscar para este país se for vitorioso no início de março em Los Angeles.

Entre seus concorrentes estará o filme sueco The Square que ganhou o Goya de melhor filme europeu.

Era um dos prêmios certos da noite, como o de melhor atriz para Nathalie Poza por sua interpretação em No sé Decir Adiós.

Também se esperava que o delicao Verano 1993, uma estreia dirigida por Carla Simón, levasse vários dos oito prêmios aos quais concorria e assim o fez.

Carla ganhou na categoria de melhor direção revelação, David Verdaguer como ator coadjuvante e Bruna Cusí como atriz revelação, com a história de uma menina que enfrenta a morte de sua mãe e a estigmatização devido a aids.

Os prêmios foram entregues em uma longa festa, na qual não faltou ritmo e cujas brincadeiras e discursos estiveram centradas na defesa da mulher e na luta contra a desigualdade. EFE

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