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Governo federal vai decretar emergência social em Roraima

Após reunião ministerial para tratar da imigração em massa de venezuelanos para Roraima, o presidente Michel Temer decidiu usar o argumento de “emergência social” no local para editar uma Medida Provisória (MP) que, entre outras ações, duplicará o efetivo militar na região. O governo também anunciou que vai montar um hospital de campanha e criar um sistema de triagem que permitirá identificar qual tipo de assistência cada um precisa.

A MP com essas ações deverá ser publicada entre quinta (15) e sexta-feira (16), segundo o ministro da Justiça, Torquato Jardim. Com o decreto, o governo pode enviar recursos e efetivo militar de forma imediata. De acordo com o ministro, o objetivo não é barrar a entrada dos venezuelanos, mas sim organizar o fluxo e melhorar a assistência tanto para os estrangeiros quanto para a população de Roraima.

“Haverá aumento de força armada, praticamente do Exército, em Pacaraima. Não para proibir a entrada de Venezuelanos, que seria contrário aos tratados de direitos humanos que o Brasil subscreve. Seria para fazer uma seleção para saber quem está chegando e que tipo de ajuda cada um precisa. Uns precisam de assistência médica, outros já são mais qualificados para conseguir emprego”, afirmou Jardim.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também participou da reunião, disse que um general coordenará essa operação. O efetivo militar se concentrará em Pacaraima, na fronteira, e passará dos atuais cem homens para 200. Ele anunciou que haverá postos de controle espalhados também pelo interior do Estado.

Desde 2015 o Estado vem enfrentando problemas com o aumento da entrada de venezuelanos pela fronteira. A situação vem piorando devido à crise política, humanitária e social por que passa aquele país.

Na quarta-feira (14), agentes da Força Nacional foram enviados para reforçar o policiamento em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Cerca de 30 homens e oito veículos da tropa que estavam em Manaus foram deslocados para o local. Não há prazo definido de permanência da tropa.
Secretário pede barreira sanitária

BOA VISTA. O secretário de Saúde de Boa Vista, Marcelo Batista, disse nesta quarta-feira que o Estado está sob alerta de um possível surto de sarampo. A declaração ocorre após uma menina venezuelana de 1 ano ter sido diagnosticada com a doença. O vírus havia sido erradicado desde 2015 no país, segundo Batista.

O secretário ressaltou ser necessária uma barreira sanitária em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Na visita oficial do presidente Michel Temer (PMDB) na segunda-feira, Batista disse que o Estado pediu ao peemedebista uma ação de controle.

“As pessoas que vêm dos países que fazem fronteira com o Brasil não são obrigadas a serem vacinadas. Ao contrário dos brasileiros, que são obrigados a mostrar a carteira de vacina”, explicou. Embora haja vacinas em Pacaraima, o secretário revela que os venezuelanos não são obrigados a tomar a vacina. “Enquanto não mudar essa situação, não podemos fazer nada. Dos 100% dos pacientes atendidos no hospital da cidade 90% são venezuelanos. Desses, 70% estão com malária”, disse.

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