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Governo e oposição falham em acordar data de eleições na Venezuela

O ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente da República Dominicana, Danilo Medina, e o ministro das Relações Exteriores dominicano, Miguel Vargas Maldonado, durante coletiva de imprensa em Santo Domingo, na República Dominicana, em 7 de fevereiro de 2018

O governo da Venezuela e a oposição fracassaram em sua tentativa de acordar uma data para as eleições presidenciais em um diálogo em Santo Domingo, anunciou nesta quarta-feira (7) o presidente dominicano, Danilo Medina, que indicou que o processo entra em um recesso indefinido.

Infelizmente desta vez não pudemos chegar a um acordo, mas temos a esperança de que as partes possam se encontrar em Caracas e produzir de novo aproximações que permitam se sentar e emitir um documento definitivo, declarou à imprensa Medina, após se reunir com o delegados da oposição venezuelana.

O presidente dominicano assegurou que as partes acordaram na terça-feira que a eleição, na qual o presidente Nicolás Maduro aspirará a um segundo mandato, será realizada em 22 de abril, após uma negociação em que o governo pedia que fosse 8 de março e a oposição 10 de junho.

Mas os delegados da oposição apresentaram, nesta quarta-feira, observações sobre o texto, que não foram detalhadas, enquanto Maduro disse que só assinará o documento que estava sobre a mesa na terça-feira, acrescentou Medina.

O diálogo entra aqui em uma espécie de recesso indefinido, acrescentou Medina, junto com o ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, facilitador do diálogo.

Segundo o presidente dominicano, apesar de não ter havido acordo, tanto o governo quanto a oposição comunicaram seu desejo de manter aberta a porta para o diálogo.

Não foi possível chegar a esse acordo, mas a República Dominicana continua aberta para o momento em que as partes possam se encontrar de novo, ressaltou.

Entre suas petições durante o processo, a oposição demandou a habilitação de partidos políticos que foram excluídos recentemente das eleições e a libertação de pessoas detidas, segundo Medina.

Para o governo se chegou, verbalmente, a um acordo nesses dois pontos, sob a mediação de Rodríguez Zapatero, disse Medina.

As eleições presidenciais foram antecipadas pela Assembleia Nacional Constituinte para antes de 30 de abril – sem data definida -, desconcertando uma oposição debilitada e dividida, que ainda não decidiu se irá a primárias ou se escolherá por consenso um candidato único.

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