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Especialistas conseguem programar nanorobôs que buscam e destruem tumores
Londres, 12 fev (EFE).- Uma equipe internacional de pesquisadores programou nanorobôs para que busquem e destruam tumores cortando o fornecimento sanguíneo, segundo um estudo realizado em ratos divulgado nesta segunda-feira na publicação britânica Nature.
A pesquisa foi realizada por especialistas da Universidade do Arizona (EUA) junto com outros do Centro Nacional de Nanociência e Tecnologia da Academia chinesa de Ciências e marca um avanço destacado neste âmbito.
O diretor do Centro de Desenho Molecular da Universidade do Arizona, Hao Yan, indicou que a equipe desenvolveu o primeiro sistema robótico de DNA totalmente autônomo em tratamentos para o câncer e que essa tecnologia é uma estratégia que pode ser usada para muitos tipos de câncer.
A última edição da Nature Biotechnology recolhe as primeiras demonstrações dessa nova tecnologia, usada com modelos de rato em casos de câncer de mama, de ovário, pulmão e melanoma.
Os desafios na hora de avançar em nanomedicina foram complexos, pois os cientistas quiseram desenhar, construir e controlar os nanorobôs para que busquem e destruam os tumores cancerígenos, mas sem danificar as células sãs.
O grupo conseguiu superar esse obstáculo usando uma estratégia com a qual seleciona e reduz o tumor com um trabalho que começou há cinco anos.
Para isso, cortaram o fornecimento sanguíneo do tumor induzindo a coagulação do sangue com um sistema robótico totalmente programável.
Estes nanorobôs podem ser programados para transportar cargas de moléculas e ocasionar bloqueios de fornecimento sanguíneo dos tumores, que podem derivar na morte do tecido e na redução do tumor, destacou outro especialista Baoquan Ding.
Os cientistas injetaram nos ratos células cancerígenas humanas para induzir o crescimento do tumor agressivo e quando este aumentava de tamanho, foram introduzidos os nanorobôs que foram seguros e efetivos na redução do tumor.
Também não foram detectadas evidências de que esses nanorobôs se estendessem ao cérebro, onde poderiam ocasionar efeitos secundários não desejados, como derrame.
O tratamento, segundo o estudo, bloqueou o fornecimento sanguíneo do tumor e gerou, em 24 horas, danos nele sem ocasionar nenhum efeito nos tecidos sãos.
Hao Yan destacou que no modelo de rato com melanoma, o nanoroboô não só afetou o tumor principal, mas também evitou a formação de metástase, mostrando um potencial terapêutico promissor. EFE