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Deputado José Nelto quer cortes de 30% nos gastos dos poderes e fim dos penduricalhos nos super salários

“Ninguém pode ganhar acima de R$ 40 mil. É um desrespeito à Constituição”, afirma o deputado

O deputado federal José Nelto (Podemos) afirma que parlamentares de pelo menos 15 siglas, já se organizam para enviar um pedido ao presidente Jair Bolsonaro, para que ele envie ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para reduzir em 30% os gastos do Legislativo (federal, estadual e municipal), Executivo, Judiciário, Ministério Público e tribunais. “Todo esse dinheiro deveria ser destinado à saúde, a pagar o auxílio emergencial. Essa é a grande reforma administrativa que o Governo pode apresentar para a nação”, afirma.

Além disso, ele defende o corte de penduricalhos nos altos salários. “Ninguém pode ganhar acima de R$ 40 mil. É um desrespeito à Constituição”, reforça. Segundo ele, alguns servidores ganham R$ 70 mil, R$ 100 mil, até R$ 300 mil.

“Tem que parar com essa demagogia, de falar em cortar de servidores. O que temos é dinheiro sendo desperdiçado em todos os poderes, MP, tribunais… São os castelos das mordomias”, declara. “Mas cortar salários de servidores que ganham menos, como professores, policiais, garis… Isso não vou aceitar mexer. É um absurdo inadmissível.” Questionado sobre o porquê do próprio Congresso não propor a PEC, ele afirma que se esta vier do Executivo tem mais força.

De acordo com Nelto, ele mesmo já conseguiu o apoio do Cidadania, Novo e PV para esta PEC. “Mas tenho conversado com PSOL, PCdoB, PSDB, PSL, enfim, queremos todas as siglas.” Com o corte, que ele diz que deve ser feito direto na destinação dos poderes, a expectativa é de economia de trilhões de reais. “Imagine um repasse de 30% menos nas cerca de 5.500 Câmaras Municipais”, exemplifica.

Sobre a destinação do dinheiro, ele diz que este iria para um fundo social. “Seria usado no combate a fome, a miséria, para a construção de casas, distribuição de medicamentos, alimentação aos mais carentes. Para desempregados. Isso faz parte de uma reforma administrativa para reduzir a desigualdade”, relata. “Um reforma que o governo não teve coragem.”

Segundo Nelto, enquanto o Chile faz cortes profundos nos salários do Poder Público, o Brasil vive “no Jardim da Babilônia. Vai servir como distribuição de renda e reduzir a desigualdade para além da pandemia”.

Com Agência de Notícias/Francisco Costa/MGoiás/GTempo/.

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