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Dakota Johnson afirma que personagem de 50 Tons é um modelo para as jovens

Los Angeles (EUA), 9 fev (EFE).- As fantasias e intrigas eróticas de Cinquenta Tons de Cinza chegam ao fim com Cinquenta Tons de Liberdade, e a protagonista Dakota Johnson garante que sua personagem Anastasia Steele é um grande modelo para as jovens por ser uma mulher independente e honesta consigo mesma.

Acredito que (Anastasia) enfrenta grandes decisões e problemas nestes três filmes, e penso que sua lealdade consigo mesma e sua capacidade para ser sincera com sua curiosidade emocional e sexual, enquanto segue sendo amável, elegante e forte, é um grande exemplo e um modelo para as mulheres jovens, indicou a atriz americana em uma entrevista à Agência Efe.

Dakota Johnson e Jamie Dornan se despedem de Anastasia Steele e Christian Grey, respectivamente, com Cinquenta Tons de Liberdade, última parte da trilogia adaptada dos romances de E.L. James e que já está em cartaz nos cinemas brasileiros desde ontem.

Sob a direção de James Foley, Cinquenta Tons de Liberdade começa com o casamento de Anastasia e Christian, que, além de lidar com problemas sentimentais e românticos de todos os tipos, deverão também lidar com alguns fantasmas do passado que ameaçam suas vidas.

A interpretação da inocente, mas audaz Anastasia Steele deu a Dakota Johnson (Austin, 1989) seu primeiro grande papel em Hollywood, razão pela qual a atriz se despede da personagem com boas lembranças, mas também com vontade de olhar para o futuro.

Sabe? Me sinto incrivelmente agradecida e muito orgulhosa destes filmes. Estou orgulhosa de ter tido a honra de interpretar Anastasia e também estou emocionada por seguir adiante, comentou.

Cinquenta Tons de Liberdade, com pouco mais de comédia e de thriller que seus antecessores, mostra a face mais livre e contundente de Anastasia, que toma as rédeas de sua relação com Christian e que tem muito claro o que espera de seu casamento e da sua vida familiar.

Johnson indicou que a evolução sexual e emocional abordada por sua personagem ao longo da saga foi um dos seus grandes alicerces para se incorporar ao universo de Cinquenta Tons de Cinza.

E também destacou a viagem de Christian Grey, que de ser um homem reticente ao amor e dedicado a experimentar o sexo chega inclusive a subir no altar.

Ambos mudam não por eles mesmos, mas porque querem. Cada um se vê no outro e querem que (a relação) funcione, assim que tentam resolvê-la, opinou Johnson.

As tórridas e abundantes cenas de sexo, muito pouco habituais em um filme de um grande estúdio de Hollywood, são a marca de Cinquenta Tons de Cinza, um fator que requeria uma grande cumplicidade entre os dois protagonistas.

Levamos muito bem e tivemos verdadeiramente sorte porque, se não fosse assim, teria sido muito difícil, afirmou Johnson sobre sua incrível sintonia profissional com Dornan.

Além disso, a artista considerou que a trama sexual de Cinquenta Tons de Cinza, que parte das experiências sadomasoquistas de Christian Grey, encorajou as pessoas a terem a mente mais aberta na hora de falar de sexo.

Ainda que os dois primeiros filmes da trilogia tenham sido muito criticados, Cinquenta Tons de Cinza (2015) e Cinquenta Tons Mais Escuros (2017) arrecadaram US$ 952 milhões no total em bilheteiras de todo o mundo.

E o feitiço da saga com seus fãs parece continuar, tal como se viu em uma prévia do filme na última semana em Hollywood, onde os admiradores aplaudiram o casamento de Christian e Anastasia, logo no início do longa-metragem, como se fossem convidados da cerimônia e da festa.

Johnson não soube explicar as razões da forte conexão dos admiradores com os personagens de Cinquenta Tons, mas sugeriu que o aroma de conto de fadas pode ter seu peso nesse aspecto.

A filha de Melanie Griffith e Don Johnson também fez uma reflexão sobre as recentes reivindicações feministas dos movimentos Times Up (Acabou o tempo) e Me Too (Eu também) surgidos por causa da onda de escândalos sexuais em Hollywood.

Neste sentido, opinou que a igualdade de salários e o respeito profissional entre homens e mulheres são fundamentais.

E acredito que as mulheres devem ter mais acesso a trabalhos nesta indústria. Gostaria de ver mais diretoras e quero ver histórias de mulheres feitas por mulheres. Acredito que isto está ocorrendo e vai ganhar mais força ainda, assegurou.

Por fim, a atriz falou sobre o seu novo projeto junto ao cineasta italiano Luca Guadagnino, o diretor do aclamado Me Chame Pelo Seu Nome (2017) e com quem já trabalhou em A Bigger Splash (2015).

Johnson e Guadagnino unirão esforços em Suspiria, um novo olhar ao filme de terror homônimo de 1977 de Dario Argento e para o qual a artista prometeu ao público uma experiência fora do comum.

É bastante selvagem e me pergunto o que as pessoas pensarão dela, finalizou. EFE

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