Eleições
Bolsonaro estaria eleito se Brasil copiasse modelo dos EUA
Com sistema eleitoral americano, militar teria se tornado presidente pelo placar de 396 a 173, de acordo com a proporção do Congresso
Na votação para presidente do Brasil deste domingo (7), que definiu o 2º turno entre Jair Bolsonaro do PSL (46%) e Fernando Haddad do PT(29,3%), o candidato do PSL Jair Bolsonaro obteve a maioria dos votos em 16 estados e no Distrito Federal, contra nove estados do petista. Se o Brasil seguisse o modelo norte-americano de eleições e a quantidade de senadores e deputados federais correspondesse ao peso de cada estado no resultado, Bolsonaro teria derrotado Haddad por 396 a 173 e já seria o novo presidente do País.
As eleições nos Estados Unidos são bem peculiares. Em vez de uma votação por maioria de votos – como ocorre no Brasil -, o presidente americano é eleito de maneira indireta. Os eleitores votam em uma chapa de delegados, que são os representantes dos partidos e que, posteriormente, elegem o presidente. Os candidatos com mais votos indiretos em cada estado têm direito a todos os delegados no Colégio Eleitoral.
Cada estado americano tem um peso diferente, de acordo com a quantidade de senadores e deputados, que são proporcionais à população. Por exemplo, a Califórnia , por ser o mais populoso, tem direito a 55 representantes. Na outra ponta, Montana e Fakota do Norte, por exemplo, possuem apenas três indicados. No total, o Colégio Eleitoral americano conta com 538 delegados. Para ser eleito, um candidato precisa ter pontuação igual ou superior a 270.
Neste levantamento, o Terra considerou que o número de deputados federais e senadores por estado brasileiro equivale a cada chapa regional dos EUA. Ao todo, o País possui 594 representantes no Congresso Nacional. Para ser eleito, o candidato precisaria ter no mínimo 257 votos. Do total, 73 atuam por São Paulo, 56 por Minas Gerais e 49 pelo Rio de Janeiro – os três maiores colégios eleitorais do País.
O trio seria essencial para a vitória de Bolsonaro em eleições “americanizadas”. O candidato do PSL obteve maioria dos votos nos três estados, ficando, portanto, com os 178 votos deste levantamento. No Espírito Santo, o quarto estado do Sudeste, o militar também foi o mais votado e somaria mais 13 pontos.
Sul e Centro-Oeste
Nos estados do Sul e do Centro-Oeste, Bolsonaro também ganharia de goleada: 139 a 0. O candidato do PSL foi o mais votado em todos os estados das duas regiões: Rio Grande do Sul (34), Santa Catarina (19), Paraná (33), Mato Grosso do Sul (11), Mato Grosso (11), Goiás (20), Distrito Federal (11).
Norte e Nordeste
No Norte do País, Bolsonaro também obteve vitória larga, perdendo apenas no Pará, que deu seus 20 votos para Haddad. O militar levou a melhor no Amazonas, no Acre, em Rondônia, em Roraima, no Amapá e no Tocantins. Com isso, o placar na região Norte foi de 66 a 20 para Bolsonaro.
Na contramão do resto do Brasil, o Nordeste, responsável por levar Haddad ao 2º turno, deu uma vitória acachapante para o petista neste levantamento. Dos nove estados, Haddad foi o mais votado em oito. E o outro não foi vencido por Bolsonaro, e sim por Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado na disputa presidencial, com 12,5% dos votos válidos.
Com isso, no Nordeste, Haddad ficou com um total de 153 votos, de acordo com o peso de cada estado – Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão. Ciro levou os 25 votos do Ceará, seu berço político.
Com Agência de Notícias/Terra/Lucas Baldez







