Blog Marcus Vinicius Isaac
PL Goiás vive guerra interna e expõe fragilidade de liderança de Wilder Morais
A crise entre deputados revelou um partido sem comando

O clima de confronto entre os deputados estaduais Amaury Ribeiro e Major Araújo dentro da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás acendeu um alerta sobre a fragilidade política do Partido Liberal em Goiás.
A discussão pública entre dois dos principais nomes conservadores do partido revelou aquilo que já vinha sendo comentado nos bastidores: a ausência de comando político e articulação do senador Wilder Morais na condução do PL goiano.
Enquanto outros estados fortalecem suas bases e organizam estratégias para 2026, em Goiás o partido vive um cenário de divisões internas, disputas de ego e falta de alinhamento entre suas principais lideranças. A crise ganhou visibilidade justamente dentro da Alego, onde a base conservadora deveria demonstrar unidade.
Aliados do partido admitem reservadamente que falta diálogo, coordenação e presença mais firme da direção estadual. A avaliação é que o PL perdeu capacidade de mediação política e abriu espaço para conflitos públicos que desgastam a imagem da legenda diante do eleitorado de direita.
A troca de ataques entre Amaury Ribeiro e Major Araújo acabou simbolizando um partido sem rumo definido. Parlamentares do próprio campo conservador questionam quem realmente lidera o PL em Goiás e cobram uma atuação mais forte do senador Wilder Morais para evitar que disputas internas enfraqueçam o projeto político do partido no estado.
Nos bastidores, o temor é que a desorganização comprometa alianças importantes e reduza a competitividade do PL nas eleições de 2026, especialmente em um estado onde a direita possui forte presença eleitoral.
Gustavo Gayer
A guerra interna no PL Goiás pode afetar diretamente o projeto eleitoral de Gustavo Gayer ao Senado em 2026, principalmente em um ponto estratégico: a perda de apoio dentro do próprio campo bolsonarista e conservador do interior goiano.
O confronto entre os deputados Amauri Ribeiro e Major Araújo escancarou o racha entre os grupos ligados ao senador Wilder Morais e a ala próxima de Gayer. Politicamente, o desgaste ocorre justamente onde Gayer poderia crescer nas pesquisas:
Márcio Corrêa
O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, tem sido alvo de críticas dentro do próprio Partido Liberal por adotar uma postura considerada distante das articulações e conflitos internos da sigla em Goiás.
Enquanto o partido enfrenta uma crise de liderança e disputas públicas entre aliados, Márcio Corrêa mantém silêncio e evita se posicionar, preferindo permanecer “em cima do muro” diante dos problemas que atingem o PL goiano. Nos bastidores, lideranças conservadoras reclamam da ausência do prefeito nos debates e da falta de defesa pública do partido.
As críticas aumentam porque a eleição de Márcio Corrêa teve forte ligação com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do eleitorado bolsonarista em Anápolis. Para integrantes da direita goiana, o prefeito demonstra ingratidão política ao se afastar justamente no momento em que o PL atravessa turbulências internas e precisa de união.
Aliados avaliam que a neutralidade excessiva pode enfraquecer sua relação com a base conservadora e gerar desgaste entre os eleitores que esperavam uma atuação mais firme e alinhada aos princípios defendidos pelo bolsonarismo em Goiás.
Por Marcus Vinicius Isaac – Jornalista e Editor




