
A cidade de Anápolis registrou 954 casos prováveis de dengue nos primeiros meses de 2025, conforme os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, atualizados no dia 13 de abril. O número representa uma queda expressiva em relação aos anos anteriores, especialmente quando comparado ao cenário alarmante de 2024, ano em que a cidade enfrentou um surto da doença. Ainda assim, foi confirmada uma morte por dengue neste ano.
Em termos de letalidade, os números indicam que a taxa entre os casos prováveis está em 0,10, enquanto a letalidade entre os casos graves é de 3,23. O coeficiente de incidência da doença em Anápolis neste ano é de 229,4, o que ainda exige monitoramento constante, principalmente considerando o comportamento sazonal da dengue.
Ao analisar os dados mês a mês, é possível observar a significativa retração nos registros de casos em 2025. Em janeiro deste ano, foram contabilizados 113 casos, frente aos 2.390 do mesmo mês em 2024 e 187 em 2023. Fevereiro apresentou 267 casos em 2025, enquanto no ano anterior foram 8.004 e, em 2023, apenas 99. Em março, o número de registros foi de 322 neste ano, contrastando com os 9.452 de 2024 e 157 de 2023. Até o dia 13 de abril, o sistema computou 243 casos, número ainda distante dos 10.076 registrados em abril de 2024 e dos 153 de abril de 2023. O comparativo escancara a gravidade da crise enfrentada em 2024 e, ao mesmo tempo, sugere que as ações de combate ao mosquito transmissor podem estar surtindo efeito em 2025.
Do ponto de vista do perfil dos infectados, a maioria dos casos prováveis neste ano foi em mulheres (54%), contra 46% em homens. A faixa etária mais afetada é a de adultos entre 20 e 39 anos, com destaque para o grupo entre 20 e 29 anos, que responde por 213 notificações. Pessoas de 30 a 39 anos somam 179 casos. Em relação à raça/cor, 82,2% dos pacientes se identificam como brancos, seguidos por pardos (13,9%) e pretos (2,1%).
No estado de Goiás, em 2025 foram registrados 48.290 casos prováveis de dengue. O estado contabiliza 27 óbitos confirmados e outros 42 seguem em investigação. A taxa de letalidade entre os casos prováveis é de 0,06, enquanto entre os casos graves é de 1,89. O coeficiente de incidência estadual chegou a 657,0, refletindo o impacto da doença em todo o território goiano, apesar da redução em alguns municípios, como Anápolis.
Embora os indicadores de 2025 sejam mais baixos do que os registrados em anos anteriores, a dengue segue sendo uma ameaça real e requer vigilância contínua por parte do poder público e da população. O período de estiagem, que normalmente ocorre a partir de maio, tende a reduzir os índices de infestação do mosquito, mas não elimina os riscos, especialmente em áreas onde há armazenamento inadequado de água e descarte irregular de resíduos. Para evitar a proliferação do Aedes aegypti e reduzir as chances de contrair a doença, é essencial eliminar focos de água parada em casa e no entorno, manter caixas d’água bem tampadas, limpar calhas, pratos de vasos de plantas e ralos com frequência, além de descartar corretamente o lixo. Também é importante usar repelentes e instalar telas em janelas e portas para se proteger da picada do mosquito.




