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Em live prefeito de Anápolis diz que “não há necessidade de fechar a cidade nesse momento”

Diante das declarações do Governador, de que vai parar o estado novamente através de um decreto mais rígido do ponto de vista do isolamento social, o prefeito de Anápolis disse, numa live transmitida nesta terça-feira 12, nas redes sociais, que irá procurar Ronaldo Caiado para chegar a um entendimento que exclua, total ou parcialmente, o município da medida, evitando um novo fechamento de setores da economia.  Respondendo à perguntas de jornalista, Naves considerou que a estrutura de saúde aliada ao baixo número de casos de coronavírus registrados, colocam a cidade em baixo risco na matriz da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Nesse sentido, não há nesse momento a necessidade de endurecimento das medidas”, concluiu ele.

O prefeito explicou que já solicitou um estudo para saber se o decreto estadual se sobrepõe ao municipal. Caso seja necessário, irá obedecê-lo. Mas, se houver a possibilidade, vai conversar sobre o caso específico de Anápolis. Roberto fez ainda um alerta à população, para que use a flexibilização de maneira moderada. “Não tem necessidade de fechar Anápolis nesse momento, mas precisamos melhorar a disciplina da população. A flexibilização do comércio não é liberdade total. A população tem que ir ao estabelecimento comercial, comprar e voltar para casa. Não voltamos à vida normal e não vamos voltar a ter a vida que tínhamos há 90 dias por um bom período”, explicou.

Naves disse que entende a preocupação de Caiado, pois Goiás deixou o primeiro lugar no ranking de isolamento social, e agora é o último no Brasil. Além disso, ele frisou que o hospital de campanha prometido para Águas Lindas não será aberto e nem mesmo a estrutura que seria montada no Centro de Convenções de Anápolis, o que coloca Goiás com um número de leitos de UTI bem menor do que o esperado pelo governador. Entretanto, a secretaria de Saúde de Anápolis estaria preparada, já tendo inclusive um acordo com o Hospital Evangélico Goiano (HEG) e com o Ânima Centro Hospitalar, caso precise contratar leitos dessas duas unidades particulares.

Testagem em Casos Suspeitos – Roberto Naves também falou que a sua gestão adquiriu testes do tipo PCR, que detecta a Covid-19 pela secreção nasal ou garganta, cientificamente mais seguros. Com isso, o município terá em breve a capacidade de realizar de 20 a 30 testes por dia. Hoje são feitos 20 testes por semana. Naves considerou que adversários estejam “falando besteira” quando propõem a testagem em massa, ao custo de R$ 8 cada, consumindo cerca de R$ 80 milhões. “É inviável testar toda a população”. Além disso os testes rápidos só possuem eficácia segura a partir do oitavo dia de contaminação. Segundo o prefeito, os kits foram enviados para Anápolis pelo governo federal com a finalidade de se fazer uma pesquisa, vendo quantas pessoas já estão imunizadas por ter tido contato com o vírus.

Agenda Social – O prefeito revelou que tem ido entregar cestas básicas pessoalmente para famílias atingidas pela crise, se deparando com situações comoventes. “Vi uma mãe cozinhando mamão verde para dar aos filhos”. Segundo ele, o cálculo é que a prefeitura terá que distribuir 30 mil cestas por mês para a população vulnerável. Das 20 mil adquiridas recentemente, 12 mil foram distribuídas em 21 dias.

Economia – Durante um dos trechos da live, Naves calculou que a crise deve gerar um impacto de R$ 70 milhões para os cofres municipais. Segundo ele, R$ 48 milhões vão vir do governo federal. Os outros R$ 22 milhões serão sanados graças ao equilíbrio das contas, garantindo que não haverá risco de deixar de pagar servidores ou contas já agendadas, mas pediu que a população faça sua parte mantendo-se em casa o máximo possível, já que a motivação do Governador em endurecer o decreto veio do baixo índice de isolamento social em Goiás, que é de 38%. O menor do país entre todos os estados brasileiros, divulgado a partir do monitoramento do deslocamento de aparelhos celulares. “É a população que vai decidir o rumo das coisas de agora pra frente”, finalizou.

De José Aurélio Soares/Portalcontexto/Edição Goiás em Tempo/

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