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Criatividade para driblar crise
Rio de Janeiro. As escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio chegam esta noite à Sapucaí como sobreviventes de um ano difícil. Ainda assim, o samba mandou avisar: a crise não vai passar na avenida. As agremiações prometem superar as dificuldades com custos mais baixos e criatividade. A prefeitura reduziu a verba de cada escola de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão – e as agremiações chegaram a ameaçar cancelar a festa.
Os patrocínios minguaram, e o Ministério do Trabalho fechou os barracões por um mês, para adequação a normas de segurança. Foi preciso ainda redobrar o cuidado com carros alegóricos, após acidentes em 2017 que mataram uma radialista e feriram mais de 30 pessoas. Dirigentes acreditam, porém, que a falta de dinheiro pode tornar a disputa mais igual.
A Mocidade, atual campeã com a Portela, não conseguiu patrocínio para seu enredo sobre a Índia. A Paraíso do Tuiuti, com desfile sobre os resquícios da escravidão, estará reduzida em 400 pessoas. A São Clemente fez até liquidação de fantasias. Anticrise, o Cassino do Chacrinha da Grande Rio vai bradar: “O show não terminou”.