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Vagas na construção civil crescem 28% em um ano em Anápolis

São quase 5 mil pessoas com carteira assinada até novembro de 2023, segundo dados do Caged

O número de trabalhadores empregados com carteira assinada no setor de construção civil em Anápolis cresceu 28% em um ano. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram um cenário positivo na criação de vagas no ramo.

As estatísticas levam em conta o balanço até o mês de novembro de 2023. De acordo com a ferramenta, o setor emprega 4.734 pessoas formalmente. Em 2022, a construção civil fechou com 3.687 trabalhadores. No ano anterior, 2021, eram 3.320.

Anápolis é o terceiro município goiano com mais empregados no ramo. A líder é Goiânia e a vice-líder é Aparecida de Goiânia, ambas com populações superiores.

O saldo de 2023 também deve ser melhor que o de 2022. Dezembro ainda não foi fechado pelo Caged, mas o saldo, entre janeiro e novembro, é de 1.047 vagas criadas, resultado de 5.528 admissões e 4.481 desligamentos.

Para efeito de comparação, em todo o ano de 2022, o saldo foi de 367, com 5.521 contratações e 5.154 demissões.

De acordo com o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Anápolis (Sinduscon), pode haver uma leve redução no saldo – por conta da queda nas contratações, o que é natural no fim de ano. No entanto, os números de 2023 serão melhores que o ano anterior.

O melhor saldo na análise segmentada é o de serviços especializadas para construção, com 438 (1.723 admissões e 1.285 desligamentos). A maior movimentação, porém, foi registrada na construção de edifícios, com 2.108 contratações e 1.786 demissões, que resulta num saldo de 322.

No caso de Obras de Infraestrutura, foram 1.117 admissões, 853 desligamentos, saldo de 264. O Caged contabiliza ainda o ramo de Incorporação de Empreendimentos Imobiliários, com 580 admissões, 557 desligamentos e saldo de 23.

Este é o terceiro ano consecutivo de crescimento de vagas de emprego no setor de construção civil em Anápolis.

“O setor em Anápolis, mesmo vivenciando um cenário de desafios contra a informalidade e falta de mão de obra, como o incremento nos seus custos, em função da forte elevação nos preços dos insumos, ainda conseguiu se destacar e contribuir para o melhor dinamismo do mercado de trabalho no município, impulsionado pelas diversas obras em andamento do setor privado e obras vindas do setor público”, considerou o Sinduscon.

Brasil e Goiás 

A nível nacional, a construção civil gerou, até novembro, 2.656.709 vagas com carteira assinada, num crescimento de 10% em relação a 2022. O total das vagas formais no setor cresceu, tendo um saldo de 253.876 novas vagas de janeiro até novembro de 2023, em relação a 2022, que foi de 192.707.

Em Goiás, a alta foi de 9%. Até novembro, a construção civil empregava 89.695 trabalhadores formalmente. No ano passado, eram 81.946 vagas. O resultado coloca o estado como o oitavo maior empregador do ramo no Brasil.

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