Polícia
Renan Calheiros é indiciado pela Polícia Federal por corrupção de R$ 1 milhão

Sob os holofotes como relator da CPI da Pandemia no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) foi indicado pela Polícia Federal por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O senador é apontado como tendo ocultado e dissimulado a origem de R$ 1 milhão supostamente recebidos como propina do Grupo Odebrecht em 2012. O pagamento teria sido compensação pelo apoio na aprovação de projeto de interessa da empreiteira.
O relatório chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, 2, e irá para a Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem cabe a decisão de denunciar ou não Renan.
Renan Calheiros afirmou em nota que a PF não tem competência para indiciá-lo, apenas o STF. Ele afirma que a investigação transcorre desde 2017, sendo prorrogada por não achar provas. O senador se disse surpreso com o indiciamento após ele citar a PF na CPI. Na sessão de quinta-feira, 1º, Renan disse que houve “eloquente utilização da instituição da Polícia Federal” ao abrir investigação contra um dos sócios da Precisa Medicamentos, alvo da CPI.




