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Partido opositor venezuelano diz que foi marginalizado das presidenciais
O partido opositor Primero Justicia (PJ), do ex-candidato presidencial venezuelano Henrique Capriles, denunciou nesta sexta-feira que o poder eleitoral o deixou de fora das eleições presidenciais ao cancelar um processo de reinscrição previsto para este fim de semana.
Queremos denunciar (…) que o CNE – Conselho Nacional Eleitoral -, violando a constituição e seu próprio regulamento, acaba de decidir eliminar a possibilidade de reinscrição de nossa organização política, à que tínhamos direito por lei, expressou o PJ em uma nota de imprensa.
A suspensão foi confirmada por Luis Emilio Rondón, o único de cinco reitores do CNE afim à oposição.
Rejeito que, inesperadamente, o CNE modifique as condições do processo de renovação de partidos, descumprindo inclusive o cronograma já aprovado e publicado, ao impedir o Primero Justicia de ir à fase de reparos, escreveu no Twitter.
O Primero Justicia iria neste sábado e domingo a uma reparação, em que faria uma segunda tentativa de recolher as assinaturas necessárias para se reinscrever, após não consegui-lo no fim de semana passado.
O processo foi ordenado pela Assembleia Constituinte, que governa com poderes absolutos, aos partidos que foram marginalizados das municipais de dezembro.
Com esta decisão do CNE, novamente se tornam questionáveis a seriedade e vontade que a ditadura tem de garantir eleições livres e transparentes, ressaltou o PJ.