Brasil
MP instaura inquérito para apurar falhas na distribuição da vacina da febre amarela em SP
Promotor pede para que população seja informada de forma 'precisa' sobre locais de vacinação, disponibilidade da vacina e público-alvo.

O promotor do Ministério Público de São Paulo Arthur Pinto Filho instaurou na tarde desta sexta-feira (19) inquérito civil para apurar as responsabilidades do estado de São Paulo e da capital paulista na distribuição da vacina da febre amarela e a falta de seringa para a vacina.
O inquérito atende ao pedido de um homem que procurou a vacina numa Unidadade Básica de Saúde (UBS) do bairro do Bexiga, no Centro de São Paulo, e relatou não ter recebidos informações precisas sobre os horários de vacinação.
O documento também cita reportagem da GloboNews de 18 de janeiro que mostrou “enorme fila em UBS, fila com idosos, inclusive, que ali estavam por várias horas em busca da vacinação, sem informações precisas”.
Filas e confusão
Com o aumento do número de casos de febre amarela no país e registro de mortes no estado, postos de saúde têm tido longas filas para a vacina. Moradores de várias regiões da capital paulista tem ficado horas esperando atendimento.
Nesta sexta -feira, uma UBS no Jardim Helena, Zona Leste da cidade, chegou a ser invadida por pessoas que queriam se vacinar. Pela manhã, funcionários entregavam 300 senhas para a vacinação contra a febre amarela. O grupo que esperava para ser vacinado se aglomerou para forçar a passagem e abriu o portão. Uma viatura da PM que estava na UBS impediu que a multidão entrasse nas salas de vacinação.

Procura por vacina contra febre amarela causa superlotação em postos de saúde em São Paulo
O inquérito
No documento de abertura de inquérito a que a reportagem teve acesso o promotor pede que a população seja claramente informada sobre os locais de vacinação e o público-alvo da campanha
Além disso, o promotor pede que diariamente a população seja informada sobre a quantidade de vacinas que serão disponibilizadas em cada local e providências para que se reforce nos postos a quantidade de vacinas necessárias, “pessoal qualificado e material suficiente para que a vacinação ocorra de forma célere, técnica e segura”.




