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Lissauer Vieira pode assumir presidência da Alego com compromisso de manter mais de 2 mil cargos ligados a Bruno Peixoto
Articulação nos bastidores da Assembleia Legislativa de Goiás levanta questionamentos sobre a influência política de Bruno Peixoto mesmo após sua ida para a Câmara dos Deputados

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), cuja nova composição deverá assumir em 2027, já movimenta os bastidores da política goiana. O deputado estadual eleito Lissauer Vieira, que presidiu a Casa entre 2019 e 2023, aparece nas articulações para voltar ao comando do Legislativo estadual, com o apoio do atual presidente, Bruno Peixoto, eleito deputado federal.
Segundo informações publicadas pelo portal Goiás24Horas em 8 de outubro, uma fonte ligada à Assembleia relatou que Bruno Peixoto teria se reunido com Lissauer Vieira para discutir a sucessão da presidência. De acordo com a publicação, um dos pontos da conversa seria a permanência de mais de 2 mil cargos comissionados ligados ao grupo político de Bruno, mesmo após sua saída para Brasília. A suposta negociação, contudo, ainda precisa de confirmação oficial dos envolvidos.
Cargos comissionados entram no centro da disputa
A possível manutenção desses cargos abre espaço para questionamentos sobre a autonomia da próxima gestão da Alego e sobre a influência que Bruno Peixoto poderá exercer na estrutura administrativa da Casa, mesmo sem ocupar a presidência.
Os cargos comissionados são de livre nomeação, conforme as regras aplicáveis a cada função, e sua permanência depende de decisões administrativas e da legislação vigente. Por isso, a discussão envolve não apenas acordos políticos, mas também transparência, critérios de nomeação e responsabilidade na utilização dos recursos públicos.
O tema ganha relevância diante do tamanho da estrutura de pessoal da Assembleia. Levantamento publicado pelo Voz de Goiás, com base em dados do Portal da Transparência, apontou que a Alego registrou 6.003 servidores comissionados em junho de 2026. Esse número representa o total de comissionados da Casa, e não apenas os cargos supostamente ligados a Bruno Peixoto.
Retorno de Lissauer depende de articulação política
Lissauer Vieira já comandou a Assembleia por dois mandatos consecutivos e agora busca retornar à presidência. A articulação em torno de seu nome coloca em evidência as negociações entre parlamentares para a composição da futura Mesa Diretora.
Caso se confirme um compromisso para preservar cargos vinculados ao grupo de Bruno Peixoto, a questão deverá provocar novos debates entre os deputados estaduais e a sociedade goiana sobre os limites dos acordos políticos na administração do Poder Legislativo.
Até o momento, as informações sobre a suposta negociação foram atribuídas a fontes de bastidores. A confirmação de um acordo formal e de seus termos depende de manifestação dos envolvidos.
Da Redação: Goiás Em Tempo




