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Datafolha: Bolsonaro se mantém no índice mais alto, avaliado com 37% de aprovação

O presidente da República, Jair Bolsonaro, tem conseguido manter sua avaliação no melhor patamar desde que assumiu o governo. É o que mostra pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (13.dez.2020), pelo jornal Folha de S. Paulo.

O resultado representa uma estabilidade na avaliação do presidente em relação a agosto, quando também eram 37% os que achavam o chefe do Executivo “ótimo” ou “bom”.

De acordo com o Datafolha, 32% classificam Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”. Os que o avaliam como “regular” são 29%.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas por telefone de 8 a 10 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Eis os números:

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COMPARAÇÃO COM OUTROS PRESIDENTES

De acordo com o instituto, Bolsonaro tem a pior avaliação para um presidente em 2º ano de mandato, depois da redemocratização –com exceção de Fernando Collor de Mello, que deixou o governo em 1997, depois de sofrer processo de impeachment.

Collor tinha rejeição de 48% e aprovação de apenas 15%. Fernando Henrique Cardoso tinha 45% de aprovação, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva possuía 47% e Dilma Rousseff, 62%.

PODERDATA

O percentual de aprovação (37%) revelado pelo Datafolha confirma o dado apresentado, em 25 de novembro, pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

PoderData também perguntou o que os entrevistados acham do trabalho de Bolsonaro como presidente: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo.

O levantamento mostra que 40% da população considera o chefe do Executivo “ruim” ou “péssimo”. O percentual é o mesmo registrado 15 dias antes.

Já os que acham Bolsonaro “ótimo” ou “bom” são 37%, ante 36% há duas semanas. 

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

Leia abaixo os resultados completos, por sexo, idade, região, nível de instrução, região e renda:

PESQUISAS COMPARADAS

Pesquisas não podem ser comparadas quando o enunciado das perguntas é diferente. Também faz diferença a posição das perguntas no questionário. A data em que os dados foram coletados e a abordagem usada (pessoal em residências, nas ruas, por telefone com operadores de telemarketing ou por meio automatizado). Ainda assim o conjunto de resultados de vários estudos aponta tendências e permite avaliar como a conjuntura está mudando.

Foi o que se passou com os dados da pesquisa Datafolha (de 8-10.dez.2020) que apontou estabilidade na avaliação de Jair Bolsonaro, corroborando o estudo do PoderData (7-9.dez.2020).

PoderData indicou no último mês que a taxa de aprovação do governo Bolsonaro se manteve estável depois de 2 meses de melhora. O Datafolha captou a mesma tendência logo em seguida –embora sua comparação seja durante 1 lapso de tempo maior (a última pesquisa dessa empresa havia sido em 12 de agosto de 2020).

Os levantamentos estatísticos permitem uma compreensão melhor da realidade quando são realizados com periodicidade fixa e com frequência maior, pois é possível analisar a curva dos indicadores.

 

 

PoderData é a única empresa de pesquisas no Brasil que vai a campo a cada 15 dias desde o início de abril. Tem coletado 1 minucioso acervo de dados sobre como o brasileiro está reagindo à pandemia de coronavírus. Os levantamentos fazem também duas perguntas para perscrutar o sentimento dos eleitores a respeito da administração federal. Eis as perguntas usadas:

1) trabalho do presidente“De maneira geral, como você avalia o trabalho do presidente Jair Bolsonaro?” (opções de respostas: ótimo ou bom; regular; ruim ou péssimo; não sabe).

2) avaliação do governo“Você aprova ou desaprova o governo do presidente Jair Bolsonaro?” (opções de respostas: aprova; desaprova; não sabe).

O Datafolha faz uma pergunta diferente: “O presidente Jair Bolsonaro completou 1 ano e 11 meses de governo. Na sua opinião o presidente Jair Bolsonaro está fazendo um governo ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo?”.

Como se observa, são perguntas diversas e as respostas não podem ser comparadas –inclusive (e muito importante) porque a data de coleta dos dados não foi exatamente a mesma.

A pergunta sobre avaliação de governo com 5 opções (ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo) é uma idiossincrasia brasileira. No país onde mais se faz pesquisa com a população, os Estados Unidos, há décadas só se usa a pergunta mais direta e que dá só duas opções de resposta (aprova ou desaprova).

Uma parcela dos que preferem responder “regular” (quando há essa opção) pode aprovar ou desaprovar o governante ou o governo, mas tudo fica numa área cinzenta.

Como aplica duas perguntas, o PoderData sempre faz o cruzamento das respostas dos 2 questionamentos.

Na pesquisa realizada de 7 a 9 de dezembro de 2020, Bolsonaro teve 37% de “ótimo ou bom”. E 20% classificaram o trabalho do presidente como “regular”.

Ao cruzar esses 20% de regular para o trabalho do presidente com aprovação ou desaprovação do governo, encontra-se 22% desse grupo dizendo que aprova o governo federal.

Tudo considerado nas pesquisas Datafolha e PoderData, o que se observa é que há uma curva favorável a Bolsonaro neste momento, muito por causa do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 a mais de 65 milhões de pessoas.

O que nenhuma pesquisa mostra, até porque seria impossível, é como será o comportamento do eleitor quando terminarem os pagamentos das 5 parcelas do auxílio emergencial –haverá resíduos sendo pagos até o fim deste mês. A partir de janeiro de 2021 será necessário fazer novos estudos. O PoderData seguirá acompanhando a percepção do brasileiro a cada 15 dias, antecipando tendências e oferecendo na frente informações de qualidade para seus leitores.

METODOLOGIA

O Datafolha informou que sua pesquisa foi realizada por meio de ligações telefônicas apenas “para aparelhos celulares, utilizados por cerca de 90% da população”.

Segundo a empresa de pesquisas do jornal Folha de S.Paulo, as entrevistas são realizadas por telefone “por profissionais treinados”, que aplicaram “questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais”.

Foram entrevistados, diz o Datafolha, 2.016 adultos por telefone. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

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