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Astrônomos descobrem que buracos negros são maiores e crescem mais rápido

Barcelona (Espanha), 15 fev (EFE).- Os buracos negros do Universo crescem mais rapidamente que as estrelas das galáxias onde eles estão posicionados e são maiores do que se acreditava até agora, diz um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Os astrofísicos do Instituto de Ciências do Espaço (ICE-CSIC) da Espanha e do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha (IEEC), dirigidos por Mar Mezcua, analisaram 72 buracos negros em algumas das galáxias mais brilhantes e massivas do Universo, situadas no centro de cúmulos de galáxias que se encontram a distâncias de aproximadamente 3,5 bilhões de anos luz da Terra.

Para realizar a descoberta, os especialistas utilizaram dados do observatório de raios X Chandra da NASA e dos comprimentos de ondas de rádio dos telescópios Australia Telescope Compact Array (Austrália), Karl G. Jansky Very Large Array (EUA) e do Very Long Baseline Array, também nos Estados Unidos.

Mezcua e seus colaboradores estimaram as massas dos buracos negros dos cúmulos de galáxias utilizando uma relação entre a massa de um buraco negro e as emissões em ondas de rádio e raios X associadas a ele.

Segundo Mezcua, os cientistas acreditavam que as massas dos buracos negros eram dez vezes maiores que as estimadas por outro método que assumia que os buracos negros e suas galáxias cresciam ao mesmo tempo.

Encontramos buracos negros que são muitos maiores do que esperávamos. Talvez começaram antes sua corrida para crescer ou, talvez, tiveram uma vantagem em sua velocidade de crescimento que durou bilhões de anos, disse Mezcua.

Os pesquisadores descobriram que quase metade dos buracos negros de sua amostragem tinham massas de, pelo menos, 10 bilhões de vezes a massa do Sol, o que os situa em uma categoria de massa extrema, que alguns astrônomos denominam buracos negros supermassivos.

Sabemos que os buracos negros são objetos extremos, indicou a coautora do estudo Julie Hlavacek-Larrondo, da Universidade de Montreal (Canadá), por isso que, possivelmente, não surpreende o fato de os exemplos mais extremos romperem as regras que pensávamos que deveriam seguir.

Segundo o IEEC, outro estudo internacional também confirmou que o crescimento dos maiores buracos negros do Universo está superando a taxa de formação de estrelas nas galáxias onde eles estão situados.

Durante muitos anos, os astrônomos obtiveram dados sobre a formação de estrelas nas galáxias e do crescimento dos buracos negros supermassivos (ou seja, aqueles que têm massas de milhões e de bilhões de vezes a do Sol) situados em seus centros.

Esses dados sugeriam que os buracos negros e as estrelas em suas galáxias cresciam ao mesmo tempo, mas os resultados de dois grupos de pesquisadores, que realizaram seus estudos de maneira independente, coincidiram em afirmar que os buracos negros das galáxias massivas cresceram muito mais rapidamente que nas inferiores eEUA consideram elevar taxas de importação de aço e alumínio
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O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, durante encontro em Davos, na Suíça, em 24 de janeiro de 2018

Os Estados Unidos estudam taxar a importação de aço e alumínio, ou impôr tarifas mais altas a países como China, Rússia, Brasil e Venezuela, ou ainda estabelecer cotas, anunciou nesta sexta-feira (16) o secretário de Comércio, Wilbur Ross.

As três opções foram recomendadas por Ross ao presidente Donald Trump em janeiro para proteger a produção americana e a segurança nacional.

Essas importações de aço e alumínio ameaçam prejudicar nossa segurança nacional. Por isso, recomendamos essas três soluções alternativas, disse Ross em uma conferência por telefone.

Trump ainda não escolheu uma das três, e também não se sabe se ele optará por alguma delas.

A China e a Rússia são os principais principais alvos, mas muitos outros países estão expostos às sanções sugeridas. Caso aplicadas, elas podem provocar uma guerra comercial.

Ross disse que as medidas foram elaboradas de modo que os países atingidos não criem manobras para evitá-las através de triangulação.

Na primeira opção, as importações de aço teriam uma taxa global de 24%, independentemente de seu país de origem.

Na outra, seria aplicada uma taxa de pelo menos 53% a 12 países, entre eles Rússia, China, Brasil, Coreia do Sul e Turquia.

A terceira alternativa é aplicar uma cota de importação equivalente a 63% das importações provenientes de cada país, com base nos valores do ano passado.

As propostas para o alumínio são similares, com taxa mínima de 7% para todos os países, ou de 23,6% para o metal proveniente de China, Hong-Kong, Rússia, Venezuela e Vietnã. A opção de uma cota por país seria de 86,77% do importado em 2017.

Ross afirmou que cada um desses remédios visa aumentar a produção nacional de aço, de modo que a produção atual, equivalente a 73% da capacidade instalada, atinja quase 80% – uma taxa considerada viável a longo prazo pela indústria americana.

Embora esteja na mira, a China está longe de ser um grande fornecedor de aço. O país asiático representa apenas apenas 2% do total de importações dos Estados Unidos. O resto aço vem principalmente do Canadá (16%), do Brasil (13%) e da Coreia do Sul (10%).

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