
Anápolis recebeu, nesta semana, a equipe internacional da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que avalia o Brasil para a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV. A cidade se destacou pelos avanços em pré-natal e vigilância de gestantes com HIV.
Durante a visita, a equipe da Opas/OMS avaliou indicadores como taxa de transmissão vertical, qualidade do pré-natal, diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento da criança após o parto. A certificação representa um reconhecimento técnico e reforça o compromisso do município com a saúde materno-infantil.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) apontam queda significativa nas mortes de filhos de mulheres com HIV em Anápolis e em Goiás. Em 2022, foram 11 óbitos fetais; em 2024, 6 casos; e até o momento em 2025, apenas 1.
Anápolis recebeu, em 2024, o Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e o Selo Bronze de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Sífilis, reconhecimento concedido pelo Ministério da Saúde. O município se destacou no cenário estadual e nacional por essas ações.
O secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasivel Santos, participou da cerimônia de recepção da equipe no Teatro Municipal e ressaltou a importância das ações locais de vigilância e assistência. “Precisamos que a qualidade do pré-natal em todas as unidades seja cada vez melhor. Estamos buscando isso com a implantação da Rede Nascer em Goiás. O monitoramento da vigilância é essencial para reduzir e superar a transmissão vertical”, afirmou.
Pâmela Cristina Gaspar, coordenadora geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, lembrou que a escolha da cidade reflete o esforço de profissionais da saúde na ponta, que priorizaram a eliminação da transmissão vertical como meta.
A SES-GO mantém ações contínuas em Anápolis, promovendo diagnóstico, tratamento e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, com o objetivo de reduzir a transmissão vertical a menos de 2% e garantir atenção integral às gestantes e recém-nascidos.




