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Anápolis é referência no combate à dengue em Goiás

Os bons resultados alcançados por Anápolis no combate à dengue têm chamado a atenção de outros municípios goianos. A referência na redução das notificações da doença já foi comprovada pela Secretaria Estadual de Saúde em dezembro de 2017, quando a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, recebeu o certificado de destaque do Programa Goiás contra o Aedes. Isso não só pela trabalho executado em Anápolis, mas em toda Regional Pireneus, cujos municípios utilizam a metolodologia aplicada que trouxe os índices satisfatórios.
O reconhecimento veio pelo número expressivo alcançado durante o ano de 2017: 90% de redução em relação a 2016. E as boas notícias continuam. Os primeiros 20 dias deste ano, apresentaram uma queda de 55% se comparado ao mesmo período do ano passado. “É a continuidade de um trabalho sério e conjunto”, frisa a coordenadora municipal do Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, Érica Dias.
Agora, além dos nove municípios que compõem a regional, Anápolis é modelo para outras cidades como Aparecida de Goiânia e Senador Canedo. A primeira já está em fase de implantação do método e a segunda vai iniciar o processo para a implementação. “Em Aparecida o trabalho está bem adiantado”, acrescenta a coordenadora.
Força-tarefa
Além do trabalho técnico feito em conjunto pela Secretaria Municipal de Saúde, Defesa Civil do Estado – coordenada operacionalmente pelo major Antônio Moura e com participação do 3º Comando do Corpo de Bombeiros, representado pelo tenente-coronel Ricardo Silveira Duarte – e a Regional Pireneus, o que sacramentou a redução drástica nos índices de notificação da dengue foi a força-tarefa Anápolis contra a dengue, criada por iniciativa do prefeito Roberto Naves, para acabar com os criadouros do transmissor da doença. Durante todo o ano passado, várias ações foram realizadas. Segmentos da sociedade civil e organizada se uniram aos agentes de endemias para eliminar locais com água parada. Igrejas, militares, entidades filantrópicas e ONGs contribuíram para que em alcançasse a marca histórica de redução de 90%, em comparação ao ano anterior.
Érica Dias conta que, inclusive, essa força-tarefa foi levada a alguns municípios. “Por duas vezes estivemos com uma equipe de 20 agentes em Campo Limpo de Goiás e uma vez em Pirenópolis. Além do trabalho de campo atuamos na questão operacional para auxiliar estes municípios”, afirma. Para a execução deste trabalho agem conjuntamente os Agentes de Combate às Endemias, os Agentes Comunitários de Saúde, o Corpo de Bombeiros e militares da Ala 2 (antiga Base Aérea).
E o combate aos possíveis criadouros do Aedes Aegypti continua. A meta é visitar todos os imóveis da cidade e para isso já foi criado um calendário de mobilizações para o primeiro semestre deste ano (veja abaixo).  Vale lembrar, ainda, que o mosquito transmite ainda zika vírus e chicungunya. Os agentes de endemias estão visitando as residências e orientando os moradores. “Infelizmente, ainda estamos encontrando locais com água parada e só vamos conseguir eliminar os focos, com a conscientização e ajuda da população”, ressalta Érica Dias.
Calendário de mobilizações (1º semestre): 
Fevereiro – Dias 16 a 23
Março – Dias 16 a 23
Abril – Dias 20 a 27
Maio – Dias 18 a 25
Junho – Dias 15 a 22

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