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Adair Meira, preso em operação contra lavagem ligada ao PCC, se “preparava” para tentar candidatura como suplente de Gracinha Caiado ao Senado

Adair Antônio de Freitas Meira, de 63 anos, foi preso durante a Operação Contaminatio, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo na última segunda-feira (27).

A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado milhões de reais em um banco da organização criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Segundo as investigações, Adair Meira é suspeito de operar movimentações financeiras por meio de empresas, fundações e entidades ligadas ao seu nome.

Adair é presidente da Fundação Pró-Cerrado e tem atuação em projetos sociais em parceria com o governo estadual. Um dos programas citados é o “Aprendiz do Futuro”, que, segundo o site de noticias do governo, movimentou quase meio bilhão de reais no projeto, comandado por Gracinha Caiado que era coordenadora do Goiás Social.

Em novembro de 2024, 12 jovens participantes do programa viajaram à Europa, passando por cidades como Paris e Barcelona. Gracinha Caiado também foi e teve passagens custeadas pela fundação Adair Meira, conforme informou na época o secretário de Industria e Comércio do Estado, Joel Sant’Anna. Esse passeio na Europa teria sido fundamental na pavimentação da amizade entre a ex-primeira-dama, Adair e a esposa.
Informações de bastidores indicam que Adair Meira se “preparava” para tentar viabilizar uma pré-candidatura como suplente ao Senado na chapa encabeçada por Gracinha Caiado. A possibilidade teria sido discutida dentro de grupos próximos ao empresário e uma pesquisa com nome dele seria encomendada nos próximos dias.

A apuração da Operação Contaminatio continua, com análise de movimentações financeiras, vínculos empresariais, políticos e possíveis ramificações do esquema com o crime organizado. Os investigados podem responder por crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

 

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