
O Instituto Nefrológico de Anápolis (GO) anunciou na última semana o encerramento de suas atividades, alegando impossibilidade de dar continuidade ao tratamento de cerca de 90 pacientes renais crônicos do sistema unico de Saúde por colapso financeiro.
Agora eles terão que ser realocados pela Prefeitura em outras unidades que atendam o SUS. Algo que parece simples porém, envolve mudança de ambiente de tratamento, afastamento de colegas e profissionais com quem os pacientes estabelecem laços de amizade e confiança, distância da residência e mais uma serie de outros contratempos que influenciam na qualidade de vida de uma pessoa.
A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) vem alertando o Ministério da Saúde para essa situação crítica, enfrentada por clínicas de todo o país, evidenciando a grave crise que atinge os serviços de diálise.
Sem reajuste na Tabela SUS há dois anos e com defasagem de 39% entre o custo real de cada sessão de diálise e quanto é repassado pelo Governo Federal, e sem políticas públicas que assegurem a sustentabilidade do tratamento, diversas clínicas no país inteiro têm operado no limite financeiro. Nos últimos 6 anos, mais de 40 clínicas já fecharam as portas.
A situação em Anápolis reforça o alerta sobre o risco crescente de interrupção da terapia para milhares de brasileiros que dependem da diálise para sobreviver, e evidencia a urgência de uma resposta efetiva do Ministério da Saúde e das autoridades públicas.
Danthi Comunicação Integrada/Edição-Goiás Em Tempo




