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Em Anápolis , queimadas aumentam em 2025, apesar de redução no estado
Município registrou 16 focos neste mês de agosto, contra 12 em 2024, segundo levantamento do Cimehgo

O mês de agosto, período historicamente crítico para incêndios em Goiás, trouxe números preocupantes para Anápolis. De acordo com dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), a cidade registrou 16 focos de queimadas em 2025, contra 12 ocorrências no mesmo período de 2024, um aumento de 33%.
Apesar de não figurar entre os municípios com maior número absoluto de queimadas, Anápolis voltou a aparecer na lista das 15 cidades goianas mais afetadas neste mês, o que acende alerta sobre os impactos da estiagem prolongada e da baixa umidade relativa do ar.
O avanço está diretamente ligado ao chamado fator 30-30-30, combinação de temperaturas acima de 30 °C, umidade relativa do ar abaixo de 30% e ventos superiores a 30 km/h. Essas condições, presentes neste mês em Goiás, tornam pequenos focos de incêndio capazes de se espalhar rapidamente.
Segundo o boletim, a região Central, onde está Anápolis, já acumula mais de 60 dias consecutivos sem chuvas significativas, o que resseca a vegetação e facilita a propagação do fogo.
Situação no estado
No cenário estadual, o comportamento foi diferente. Goiás apresentou uma redução de 10% no total de queimadas entre os dias 18 e 24 de agosto, passando de 596 focos em 2024 para 536 em 2025. Ainda assim, a quarta semana do mês confirmou a explosão dos registros. Foram 728 focos acumulados até o dia 24, contra 288 na semana anterior, o que representa um aumento de 152% em apenas sete dias, consolidando agosto como o ápice da temporada de estiagem.
Conscientização
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) reforça que está em vigor o decreto que proíbe queimadas durante o período de seca, com aplicação de multas e penalidades para infratores.
O gerente do Cimehgo, André Amorim, destaca que a maior parte dos incêndios tem origem em ações humanas, desde queimas de lixo até práticas criminosas. “O fogo não é solução, é crime. Além dos danos ambientais, ele compromete a saúde e a qualidade de vida da população”, alertou.



