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Polícia Civil investiga vice-prefeita de Luziânia

Operação policial em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, resulta na apreensão de celulares e computadores de diversas autoridades locais, incluindo a vice-prefeita Ana Lúcia (Podemos). A ação, realizada pela Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR), tem como base investigações preliminares relacionadas ao desvio de recursos habitacionais do programa Cheque-Reforma em 2018, período em que Ana Lúcia ocupava o cargo de vereadora.

Denominada “Pacto Espúrio”, a operação busca cumprir 19 mandados de busca e apreensão, visando membros de um grupo criminoso atuante em fraudes na execução de programas habitacionais na região nos anos de 2018 e 2019. A investigação, agora em sua segunda fase, apura a inserção fraudulenta de beneficiários no programa estadual “Habitar Melhor” (“Cheque Reforma”), destinado legalmente a pessoas de baixa renda para a reforma ou construção de unidades habitacionais urbanas ou rurais.

A primeira fase, ocorrida em dezembro de 2021, resultou em operações de busca e apreensão, além de quebras de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático. A investigação evoluiu para alcançar a liderança do grupo criminoso, composta por servidores públicos e lideranças políticas locais.

Uma das linhas de investigação indica desvio de recursos para finalidades distintas das previstas, mesmo após a indicação de beneficiários por alguns agentes políticos. A participação específica da vice-prefeita Ana Lúcia no suposto esquema ainda não foi detalhada pela Polícia Civil, que apenas confirma sua inclusão entre os investigados.

Em resposta, a vice-prefeita Ana Lúcia afirmou estar tranquila, apesar da apreensão de seu celular, garantindo que não há evidências que a incriminem. Ela nega qualquer envolvimento com o prefeito Diogo Sorgatto (União Brasil), destacando que está afastada das decisões da prefeitura desde o rompimento com o prefeito. Seu depoimento está agendado para o dia 16 de abril, onde promete provar sua inocência.

Quanto ao prefeito Diogo Sorgatto, sua assessoria nega a apreensão de qualquer material e alega que a Polícia Civil não divulgou a lista de investigados, informando que não houve busca e apreensão em sua residência. A equipe destaca que o processo refere-se a uma investigação de mais de sete anos atrás, sem qualquer possibilidade de vinculação do prefeito às supostas fraudes.

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