
Durante discurso na cerimônia de posse de Aloísio Mercadante como presidente do BNDES, Lula (PT) defendeu os empréstimos concedidos pelo banco aos governos de Cuba e Venezuela. O mandatário declarou que a instituição financeira foi “vítima de difamação” durante as últimas eleições.
“Este banco foi vítima de difamação muito grave durante o último processo eleitoral. As narrativas, mesmo que mentirosas, valem mais do que verdades ditas muitas vezes. Vivemos nos últimos quatro anos um processo de mentira tresloucada”, declarou o petista.
Lula defendeu que os empréstimos do passado foram “legais” e que não há uma “caixa-preta”, mesmo com várias operações ainda sob sigilo, e culpou o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo calote dado por Cuba e Venezuela.
“Eu tenho certeza que, no nosso governo, esses países vão pagar, porque são todos países amigos do Brasil e certamente pagarão a dívida que têm com o BNDES”, declarou o mandatário.
O petista também mentiu afirmando que o banco nunca deu dinheiro a países amigos e que Cuba e Venezuela não pagaram empréstimos porque “o presidente resolveu cortar relação internacional com esses países” e não cobrou a dívida. “Os países que não pagaram, seja Cuba, seja Venezuela, é porque o presidente resolveu cortar relação internacional com esses países. E para não cobrar, para poder ficar os acusando, deixou de cobrar”, disse Lula.
De acordo com dados do próprio BNDES, a inadimplência dos países vizinhos acontece desde janeiro de 2018, quando Michel Temer ainda estava na cadeira presidencial.




