Política

Nota da assessoria de Alexandre Baldy diz que prisão foi ato “desnecessário e exagerado”

A assessoria de comunicação do ex-deputado e ex-ministro das Cidades, Alexandre Baldy, traz em tom taxativo, a afirmação de que a prisão dele, na manhã desta quinta-feira, 06/08, foi um ato “desnecessário e exagerado”.

A nota destaca que Alexandre Baldy tem sua vida pautada pelo “trabalho, correção e retidão”. E esclarece que a prisão, em operação Lava-Jato, foi um ato “desnecessário e exagerado”, em razão de que os fatos em investigação são originários de 2013, ocorridos em Goiás, “dos quais Alexandre sequer participou”.

Ainda, a nota ressalta que Baldy sempre esteve à disposição para esclarecer qualquer questão, “jamais havendo sido questionado ou interrogado, com todos os seus bens declarados, inclusive, os que são mencionados nesta situação. A medida é descabida e as providências para a sua revogação serão tomadas”, conclui a nota.

A prisão de Baldy, que tem caráter temporário e pode ser revista, ocorreu no âmbito da da operação Danranárius, um desdobramento das operações Fatura Exposta, Calicute e SOS da Lava-Jato. Neste caso, o objeto da investigação são possíveis irregularidades na área de saúde.

A Força-Tarefa da Lava Jato cumpre seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em cinco cidades: Goiânia (GO), Brasília (DF), São Paulo (SP), Petrópolis (RJ) e São José do Rio Preto (SP). As informações preliminares apontam, inicialmente, três prisões. Os mandados foram expedidos através da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

O nome de batismo da operação- Dardanárius- faz referência a negociadores e atravessadores da antiguidade que intermediavam contratações dirigidas. Cabe ressaltar, que a investigação nada tem em relação ao cargo que Baldy ocupa atualmente, como secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo no governo de João Dória.

Liderança

Alexandre Baldy é considerado uma das lideranças mais emergentes de Goiás. Foi secretário de Estado de Indústria e Comércio de Goiás, entre 2011 e 2013. Em 2014, elegeu-se Deputado Federal com votos nos 246 municípios goianos e emergiu entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso.

Em 2017, numa articulação feita pelo presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, Alexandre Baldy foi alçado ao cargo de ministro das Cidades, no governo Michel Temer. Depois de deixar o ministério, ele foi convidado a compor a equipe de governo de João Dória, em São Paulo.

Baldy é, também, presidente estadual do Progressista e já havia manifestado que se desligaria da Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo para participar de maneira mais próxima do processo eleitoral deste ano em Goiás.

Com Agência de Notícias/

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