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Anápolis sem medo da chegada de brasileiros da China: ‘vamos recebê-los’

O clima de alarmismo sobre os riscos de contaminação pelo coronavírus pode até se propagar com rapidez pelo mundo virtual, mas ainda não passou pelas portas das casas de Anápolis, município de 400 mil habitantes, a 60 quilômetros de Goiânia. Nas mesas de bar, no trabalho, nas lojas e praças, o assunto é um só: a chegada dos brasileiros que sairão da cidade chinesa de Wuhan à Base Aérea de Anápolis. Toda a movimentação é acompanhada de perto pela população, mas sem alarde.

“Só virão brasileiros que não apresentam nenhum sintoma do vírus. Além disso, por razão de segurança, ficarão em quarentena”, diz Wederson de Almeida, de 26 anos. As palavras são repetidas por muitos moradores ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. Em vez de tensão, o que se vê é um protocolo rígido em andamento.

Militares controlam a chegada de alimentação e equipamentos que serão usados na quarentena. Os repatriados ficarão em quartos isolados e terão de passar por exames diários. Fora da base militar, porém, nada muda na rotina da cidade. Cezarina de Jesus, de 52 anos, que vive em uma casa ao lado, diz que está pronta para ajudar no que for preciso. “Vamos recebê-los. São pessoas como nós, que precisam de apoio.”

A decisão por Anápolis se deu por conta do tamanho da base da Força Aérea Brasileira, apropriada para acomodar os 29 brasileiros que aceitaram ser retirados da região de Wuhan, e pela proximidade com um aeroporto de pouca movimentação e com os hospitais de Brasília-DF, que fica a cerca de 200 km da cidade.

A decisão por Anápolis se deu por conta do tamanho da base da Força Aérea Brasileira, apropriada para acomodar os 29 brasileiros que aceitaram ser retirados da região de Wuhan, e pela proximidade com um aeroporto de pouca movimentação e com os hospitais de Brasília-DF, que fica a cerca de 200 km da cidade.

 

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