Cidades
Sniper atira em sequestrador e termina com ação criminosa em ônibus no RJ,Witzel se manifesta
Sequestro começou por volta das 6h da manhã; segundo PRF, sequestrador identificou-se como policial militar
O sequestro de um ônibus de passageiros na ponte Rio-Niterói terminou por volta das 9h da manhã desta terça-feira, 20. O sequestrador foi atingido por um tiro de sniper quando estava próximo à porta do veículo e, segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, os reféns foram liberados sem ferimentos.
De acordo com o canal Globo News, a PMRJ informou que o homem não resistiu aos ferimentos e morreu. Os policiais também informaram que a arma usada na ação criminosa era de brinquedo. O criminoso ainda não foi identificado.
Em entrevista ao canal, uma das vítimas relatou que o sequestrador estava calmo durante toda a ação e, com o auxílio de outra refém, amarrou as mãos dos outros passageiros.
O sequestro durou cerca de três horas. Mais cedo, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o sequestrador identificou-se como policial militar e disse que estava com gasolina, ameaçando incendiar o coletivo.
Antes de o sequestro terminar, seis reféns haviam sido libertados. Os dois primeiros foram duas mulheres que passaram mal. Elas receberam atendimento médico.
Depois disso, dois homens e duas mulheres também foram liberados — uma mulher desmaiou assim que saiu do veículo. A ação criminosa começou por volta das 6h e provocou a interdição total da ponte.
Antes de ser rendido, o sequestrador chegou a sair algumas vezes do veículo: ele usava uma camiseta branca, calça preta, um boné e um lenço preto esconde parte de seu rosto.
Sequestrador Identificado
O sequestrador de um ônibus na ponte Rio-Niteroi, e que acabou morto com um tiro de um sniper da Polícia Militar do Rio de Janriro, foi identificado como William Augusto do Nascimento. Embora tenha informado que fosse policial durante as negociações, o governo do estado negou esta informação.)
O governador Wilson Witzel, que chegou ao local de helicóptero após o fim do sequestro, disse ter conversado com parentes do criminoso, que pediram “desculpas à sociedade”. “Falaram que houve uma falha na educação, a mãe dele estava chorando muito”, contou.
Witzel também disse que ele teria transtornos mentais — ainda não há informações sobre suas as motivações. Segundo coronel Mauro Fliess, porta-voz da PM que atuou na ocorrência, o homem teria registro de vigia, embora ainda não sabia se ele exercia esta profissão.
O sequestrador carregava uma garrafa de gasolina e chegou a ameçar atear fogo no coletivo. A arma usada na ação era de brinquedo. “Não foi a melhor solução possível, o ideal era que todos saíssem com vida, mas tomamos a decisão de salvar os reféns”, disse o governador.
*Matéria ampliada as 15:20 hrs para acréscimo de informações




