Política
PT promete ‘oposição global’ a governo Bolsonaro e alfineta Ciro Gomes

Embora não cite nominalmente Ciro Gomes, trechos do texto foram feitos sob encomenda para o candidato derrotado do PDT quando fala dos setores que se omitiram no segundo turno.
“Somam-se a eles políticos oponentes ao golpe, que duvidavam da força do PT, imaginavam chegar ao segundo turno e,frustrados, tentam ‘culpar’ nosso partido pela performance obtida”, diz o documento. “A campanha contra o PT visa, em parte, adubar o terreno para algumas pretensas candidaturas às eleições de 2020 e 2022. Outro objetivo declarado é afastar o PT da linha de frente da oposição a Bolsonaro”, completa.
O texto será levado a voto na reunião do Diretório Nacional do PT marcada para sexta-feira, 30, em Brasília, e pode sofrer acréscimos e alterações. Em outro trecho, o partido abre a porta para composições com outros grupos de oposição, apesar das diferenças. “Sabemos que existem entre os oposicionistas diferentes projetos estratégicos, partidários e eleitorais. Na prática, é possível que coabitem diversas articulações frentistas autodenominadas amplas e democráticas”.
O texto, elaborado por uma comissão composta por integrantes de todas as correntes petistas, faz o balanço e aponta as prioridades do partido para o próximo período. Segundo o documento, o PT vai atuar em duas frentes. A primeira, popular, em defesa de direitos sociais e trabalhistas. A segunda, democrática, contra possíveis retrocessos na área dos direitos civis.
A autocrítica, cobrada por setores da centro esquerda e alas do próprio PT, se resume aos erros políticos dos governos petistas e não admite falhas no campo ético. Ao contrário, quando fala em corrupção o documento preliminar usa o tema como pretexto para perseguição ao partido. “A defesa do PT, em particular, exigirá um trabalho profissional de ‘reconstrução da imagem’. Fomos vítimas de uma campanha de terrorismo cultural (…) Nesse sentido, merece especial atenção o tema da corrupção (…) cabe ao PT combater as campanhas hipócritas e difamatórias contra o partido”, diz o texto.
O partido também admite erros na área de comunicação e elege como prioridade a reconexão com as bases populares históricas, hoje sob influência de adversários como as grandes Igrejas evangélicas. “ O principal desafio é o de colocar, como tarefa central do Partido e de cada um de seus militantes, ir ao povo, dialogar com o povo, organizar o povo, participar das lutas cotidianas da classe trabalhadora. Não cabe terceirizar esta que deve ser a principal tarefa do PT”.
Com Agência de Notícias/




