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Desafios da socioeducação são discutidos durante encontro

Realizar uma gestão participativa cujas tomadas de decisões estejam alinhadas e disciplinar o adolescente privado da liberdade, por meio de instrumentos pedagógicos que resultem no rompimento da trajetória infracional, são alguns dos desafios da socioeducação no país. Estas foram algumas das discussões tratadas nesta terça-feira (04.04) durante o segundo encontro de gestores do Sistema Socioeducativo realizado pela Secretaria de Estado Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Para o especialista em Gestão de Centros Socioeducativos do Estado do Paraná, Adilson José dos Santos, que palestrou sobre gestão democrática, responsabilidades compartilhadas e o papel do gestor conselho socioeducador, o primeiro passo para enfrentar as dificuldades é entender o que é socioeducação.

“De forma simplificada, a socioeducação deve levar o interno a vivenciar novas experiências legais que o cotidiano dele na periferia das cidades não permitiu que ele vivenciasse”, explica Adilson, acrescentando que quando o adolescente comete alguma infração ele é punido sendo privado da liberdade e no sistema onde ele está inserido é necessário proporcionar novas experiências que realmente resultem na mudança de comportamento.

“O objetivo é proporcionar ao adolescente outras vivências nas áreas de lazer, cultura e educação profissionalizante, na perspectiva de que elas o façam romper a trajetória infracional gerada pela vivênci no crime. Dessa forma, ele descobrirá caminhos diferentes do que já trilhou até o momento”. Outra maneira de enfrentar os desafios destacada por Adilson é o trabalho em equipe. Segundo ele, o sistema atinge seus objetivos quando todos estão integrados em um só propósito.

Alinhamento dos trabalhos

O alinhamento de procedimentos realizados pela gestão administrativa, equipe de saúde e agentes do socioeducativo é avaliado positivamente pelo secretário adjunto de Justiça da Sejudh, Enéas Corrêa de Figueiredo. Para ele, esse nivelamento do conhecimento teórico e operacional contribui para a efetividade dos trabalhos. “O servidor estando capacitado garante mais excelência na execução das atividades diárias”.

Feliz com a oportunidade de compartilhar experiências e aprender novos conceitos, o gerente do Centro de Atendimento Socioeducativo Masculino de Barra do Garças, João Ricardo, fala que a capacitação permite a troca de experiências a busca por soluções para os problemas em comum com as demais unidades.

Já a gerente do Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino de Cuiabá, Karoline Estral, avalia esse momento como único para padronização das atuações. Ela também entende que por meio da troca de informações é possível identificar o que pode ser melhorado no ambiente institucional.

Representantes das oito unidades socioeducativas e servidores que atuam no Sistema Socioeducativo de Mato Grosso participam da capacitação que segue até sexta-feira (06.04), no auditório do Tribunal de Justiça (TJMT).

Programação

Na quarta-feira (04.04), o grupo volta a se encontrar, a partir das 8h, para uma mesa-redonda em que serão debatidos: a precarização do trabalho e saúde mental do servidor do sistema socioeducativo; a formação profissional do adolescente em cumprimento de medida socioeducativa em MT; a formação do operador do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e os parâmetros do atendimento socioeducativo: desafios e perspectivas.

Na quinta e sexta-feira (05 e 06.04), serão apresentados os trabalhos desenvolvidos nas unidades socioeducativas das cidades de Cuiabá, Cáceres, Sinop, Lucas do Rio Verde, Barra do Garças e Rondonópolis.

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