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Massa do bóson W é medida pela primeira vez com alta precisão no CERN
Genebra, 12 fev (EFE).- Físicos da experiência ATLAS do Centro Europeu de Física de Particulas (CERN) conseguiram medir pela primeira vez com alta precisão no Grande Colisor de Hádrons (LHC) a massa do bóson W, uma das partículas mais pesadas no Universo, publicou nesta segunda-feira a revista European Physical Journal C.
O bóson W é uma das duas partículas fundamentais – junto ao bóson Z – responsável pela força fraca, uma das quatro forças que regem o comportamento da matéria no nosso Universo.
O bóson W, que foi descoberto em 1983 e está carregado eletricamente, altera a composição própria das partículas: transforma os prótons em nêutrons e vice-versa através da força fraca, explica o CERN.
Concretamente, a partícula desencadeia a fusão nuclear e deixa que as estrelas queimem, algo que cria elementos mais pesados.
Quando as estrelas morrem, estes elementos são lançados ao espaço como blocos de construção para planetas e inclusive pessoas, acrescenta o CERN.
Embora as suas caraterísticas sejam estudadas durante mais de 30 anos, medir sua massa com alta precisão continua sendo um desafio.
A medição publicada pela revista European Physical Journal C dá um valor de 80370±19 mega-elétron volts (MeV) da massa, o que se ajusta às expectativas do Modelo Padrão da Física de Partículas, a teoria que descreve as partículas conhecidas e suas interações, indicou o CERN.
A medição se baseia em 14 milhões de bósons W registrados em um único ano, o de 2011, quando o LHC operava com uma energia de 7 tera elétron-volts (TeV).
O processo coincide com medições prévias no LEP, o antecessor do LHC no CERN, e do Tevatron, um antigo acelerador no Fermilab dos Estados Unidos, cujos dados tornaram possível refinar continuamente a medição durante os últimos 20 anos.
Dada complexidade da análise, a equipe da ATLAS levou cinco anos para chegar a este novo resultado.
Conseguir uma medição tão precisa apesar das condições exigentes presentes num colisor de hádrons como o LHC é um grande desafio, disse em comunicado o coordenador de Física da ATLAS Collaboration, Tancredi Carli.
Conseguir uma precisão similar, como se obteve anteriormente em outros colisores, com só um ano de dados (…) é notável. É uma indicação extremamente promissora da nossa capacidade para melhorar o nosso conhecimento do Modelo Padrão e buscar sinais de nova física através de uma precisão de medições, acrescentou. EFE