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Privatização seria entrave à reestruturação

São Paulo. A abertura de uma discussão sobre a privatização da Petrobras teria sido um grande entrave à reestruturação da empresa, afirmou o presidente da petroleira, Pedro Parente, na quarta-feira (31), em evento em São Paulo.

“O foco é fundamental, ainda bem que não se abriu essa agenda, porque tinha-se que cuidar da sobrevivência da empresa”, disse, destacando que a população é contrária à desestatização da Petrobras.

O executivo destacou a redução do endividamento da companhia e a necessidade de a estatal ampliar sua competitividade. “Perdemos fatia de mercado. A competição agora existe no país, para a empresa é algo novo”, disse. Uma das medidas destacadas para dar competitividade é a nova política de preços da companhia, que passou a seguir os mercados internacionais.

CESSÃO ONEROSA. Parente afirmou que a estatal pretende iniciar a operação de oito novas plataformas, das quais três são na área de cessão onerosa, nos campos de pré-sal da bacia de Santos.

Em relação ao acordo hoje negociado com o governo federal sobre esses contratos de cessão onerosa, o presidente da Petrobras reafirmou sua perspectiva positiva em relação à comissão formada para debater o tema, que terá sua primeira reunião neste mês.

Os contratos da cessão onerosa, firmados em 2010, permitiram que a petroleira explorasse 5 bilhões de barris de petróleo em campos de pré-sal da bacia de Santos. Em troca, a União receberia parte da produção. Durante a exploração, porém, descobriu-se que os volumes eram muito maiores que os 5 bilhões – o chamado excedente da cessão onerosa.

Eletrobras

Estudos. O governo vai iniciar a contratação de estudos para a privatização da Eletrobras independente da aprovação da medida provisória 814. A MP tem sido travada por liminares judiciais.

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