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Mortes na Cidade de Deus e pânico na Linha Amarela
Rio de Janeiro. Três suspeitos morreram na quarta-feira (31) em confrontos com policiais militares na Cidade de Deus, na zona Oeste do Rio. Um deles era Rodolfo Pereira da Silva, o Rodolfinho, apontado como um dos chefes do tráfico de drogas na região. Em protesto, moradores colocaram barricadas na Linha Amarela, começou a ter interdições intermitentes a partir das 11h devido à operação para a retirada dos bloqueios e devido às trocas de tiros. A via chegou a ser fechada por três vezes e foi liberada por volta das 13h.
Por volta das 14h, moradores relataram que parte do comércio na comunidade estava fechada. O Globocop, helicóptero da TV Globo, flagrou homens armados circulando na comunidade. Uma das imagens mais fortes é a de uma mãe que deixou o carro onde estava e abraçou os dois filhos pequenos para protegê-los. Ela se sentou no asfalto e ficou encostada na mureta da via.
Os tiroteios causaram pânico entre os motoristas que estavam ao longo da via. Alguns abandonaram os carros e saíram correndo. Um reboque teve que retirar os veículos deixados na pista. Alguns carros voltaram pela contramão. A Linha Amarela é uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro e liga a zona Oeste à zona Norte do Rio e à Ilha do Governador.
No Rio na quarta-feira, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou medidas que pretende tomar nos próximos meses para ajudar no combate ao crime no Estado. A primeira, segundo ele, será a atuação permanente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas vias expressas do Rio.
“Um outro aspecto é o bloqueio marítimo, que nós vamos fazer nas diversas baías. Um terceiro é aquilo que eu me referi à parte aérea, assim como uma corregedoria autônoma, integrada”, disse Jungmann. Durante palestra no Rio, o ministro afirmou que o sistema de segurança do Brasil está falido. “Nem (o traficante Antônio Bonfim Lopes) está a 5.000 km do Rio. Mesmo assim, declara uma guerra na Rocinha, o que leva as Forças Armadas a serem convocadas”, disse.